The Moodys Effect VII – Os últimos cartuchos antes da limpeza de Primavera

A mid season arrancou em força, com uma série de propostas que normalmente são colocada em segundo plano, por serem ou mais caras, ou não terem espaço na grelha da fall season, ou mesmo por falta de confiança no produto e com isso lhe dar logo o carimbo de desprezada. Fevereiro trouxe mais duas séries algo diferentes mas que acabam por se destacar de tudo o resto por saírem da zona de conforto que são procedurals ou dramas de cordel. Entre as novas estreias temos Smash, uma das provavelmente mais bem promovidas séries desta temporada na NBC e The River uma série de aventuras com toques de sobrenatural e realitydoc… E ainda Awake, mais uma arrojada proposta  que aparenta ter tudo para funcionar, mas nós sabemos que nada é garantido nos dias de hoje.

The River

Confesso que depositei demasiadas expectativas na série, mas sabia no fundo que isto estava condenado ao fracasso num canal aberto. A ideia base da série assenta numa expedição para encontrar Emmet Cole um famoso especialista em vida selvagem que desapareceu na Amazónia. Pegando na ideia do reality doc, muito em voga nas tv de todo o mundo, como são exemplo o Deadliest Catch e Man vs Wild, embora estes aparentem não ser ficionados (mas sabemos que são), a série tem por base um programa que vai acompanhando todos os passos da expedição. Até aqui não haveria nada que não fosse esperado, o problema é que a série rapidamente se torna uma patetice pegada. Com as imensas possibilidades que uma floresta amazónica tem os autores preferiram explorar o  sobrenatural das lendas e dos mitos e como tal rapidamente percebemos da artificialidade da série… pois em 40 minutos conseguem passar de incrédulos a especialistas a lutar com as forças do mal. Ora se coloca em causa a vida de alguém, ora já o podemos matar, porque é mais importante encontra alguém que desapareceu há seis meses e não há uma única prova que está vivo. Podia estar aqui a destilar veneno somente sobre quatro episódios vistos, mas a série nem o merece. Podemos olhar para ela com um pequeno entretenimento de uma série de segunda ou terceiro plano e nada mais que isso. São somente 8 episódios e certamente não veremos um final.

Smash

Uma das aguardadas estreias da NBC em que se colocaram todas as apostas para que o canal conseguisse um sucesso, mas não, mais uma vez a série que começou de forma positiva rapidamente viu os seus valores cairem em desgraça. É o habitual. Mas olhando para a série nem se pode dizer que seja má de todo daí que me custe a entender a rejeição do público… como é que Glee tem aquele sucesso sem coisa nenhuma e esta que até tem algum conteúdo e explora um dos sonhos americanos: a Broadway não inspira ninguém? Para começar a história de Marylin Monroe só é entusiasmante para quem tem mais de 40 anos, logo o publico jovem a quem se devia dirigir não lhe dá importância, depois as histórias paralelas são enfadonhas demais: o casal que quer adoptar uma criança chinesa quando se percebe que não têm vida para tal, mas pior é que já têm um filho adolescente, ou seja as motivações para adoptar são absurdas. Depois temos a produtora que está falida por causa de um divórcio e tenta por vários meios arranjar fundos para financiar o musical, sempre com o marido à perna a cortar o caminho… O que tem de positivo a série? As duas protagonistas, uma experiente mas que comete diversos erros e que acabará definitivamente como a má da fita, e a outra a inocente inexperiente que se vê a dar os primeiros passos no mundo dos musicais e sofre com a pressão do mesmo. A rivalidade apesar de tudo não foi o elemento mais marcante o que lhe retira algum cliché tipico, as vozes são fantásticas e ambas têm talento para brilhar na série seguindo os passos da malograda Marylin. Para quem gosta de musicais com história esta é uma boa série, mas é preciso ignorar os enredos paralelos que não acrescentam nada de novo.

Awake

A NBC tem este dom de nos trazer algumas pérolas televisivas de vez em quando, mas já sabemos que isso não implica audiências. Awake ainda não estreou, mas já podemos assistir ao primeiro capítulo e podemos concluir que é talvez um dos melhores pilotos da temporada. A premissa  parece complicada mas não é tanto assim: Michael Britten um detective de homicídios tem um acidente de carro com a esposa e o filho onde ele seria o único sobrevivente. Na realidade ele começa a construir dois mundos mentais um onde a mulher sobreviveu e outro onde apenas o filho sobreviveu e começa uma jornada entre dois mundos paralelos.  Não há aqui nada de Fringe (talvez um pouco) o facto é que acompanhamos as consultas de Michael no psicólogo e a sua jornada para perceber qual deles é real. A montagem do episódio está soberba, a começar pelo tom da imagem que muda dependendo de qual dos ‘universos’ ele está. Claro que a série acaba por ser um procedural, em que os dois mundos parecem ter uma estranha conexão no que respeita à investigação em causa. As tentativas dos psicólogos de ambos os lados para lhe fazer crer qual é o lado certo são um excelente exercício mental tanto para o personagem como para nós. No fundo é isto que uma série deve ser, um desafio mental que não nos tenta enganar mas sim explorar a nossa capacidade de compreensão dos acontecimentos. A sensação que fiquei no final do episódio é que a realidade não seja nenhuma daquelas que ele está a viver, mas isso não deveremos descobrir tão cedo. O tom lento da trama pode ser um problema, assim como o facto de ser procedural, mas é aguardar pelo episódios seguintes.

Ainda nos restam algumas estreias esta temporada GCB e Scandal na ABC e algumas comédias na NBC.

Até breve.

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