Recordar é re(vi)ver #1 – Calhaus e mamas

Olá leitores e leitoras fofinhos e fofinhas, como vão? Está fresquinho, eu sei… Dizem que o frio ainda vai continuar mais uns dias e a chuva nem vê-la… Pois, mas não podemos ser piegas. O frio é psicológico.

E agora que a conversa de circunstância foi feita (e acreditem que eu sou sempre simpática), vamos passar ao que realmente interessa e que vocês querem saber. Não, ainda não vou falar de mamas.

Ora portanto eu chamo-me Sara e tenho 20 primaveras, verões, outonos e invernos. O senhor António perguntou-me se eu estava interessada em escrever neste local estranho e eu lá aceitei (não percebi bem a natureza deste convite, já que não tenho piada nenhuma e o meu jeito para escrita deixa muito a desejar. Se calhar devia começar a duvidar disto e a pensar se o convite não terá segundas intenções. Tenho de esclarecer isto com ele). Já que isto é um blog de séries e ele proibiu-me logo de escrever apenas receitas de mousse de chocolate, vou escrever todos os meses uma crónica sobre uma série antiga (razoavelmente… Não me apetece andar a ir buscar coisas do tempo da carochinha) à minha ou, se vocês gostarem da minha pessoa ou forem apenas exigentes, à vossa escolha.

Hoje decidi relembrar a série 3º Calhau a Contar do Sol. Porquê esta série? Porque me apeteceu. E porque há uns 3 ou 4 meses atrás decidi vê-la toda, então ainda está fresquinha.

Extraterrestres. Um tema muito frequente na ficção. Tanto em filmes como em séries, o ser humano sempre teve aquela vontade de imaginar como poderão ser os nossos possíveis vizinhos de outro planeta. Essa representação varia sempre… Entre bicharocos razoavelmente fofinhos (como no filme E.T.), bicharocos nojentos e a dever muito à beleza e, por fim, numa clara demonstração da grande capacidade imaginativa do Homem, aqueles que, por alguma razão, conseguem ficar iguais a nós. Esses para mim são os piores, já que passam despercebidos. Eu por vezes penso mesmo se alguém que me está a acompanhar nos transportes públicos é um alien a tentar perceber como é o nosso dia-a-dia… E acredito que alguém, com uma cabecinha assim estranha como a minha, já possa ter duvidado da minha natureza humana.

O 3º Calhau a Contar do Sol, ou 3rd Rock from the Sun (wow! Uma tradução coerente), estreou nos EUA na NBC em 1996 e terminou em 2001. Esta comédia com uma pitada de ficção científica (óbvio) teve 6 temporadas e apresentava-nos um grupo de quatro extraterrestres que vieram para o planeta Terra (um planeta por eles considerado bastante insignificante) conhecer e perceber os comportamentos dos seres humanos.  Estes aliens eram o Dick, a Sally, o Tommy e o Harry Solomon.

O Dick, protagonizado por John Lithgow (o mauzão da 4ª temporada de Dexter), era o comandante da missão e o “pai” da família a fingir. Pode-se dizer que, para além de impulsivo e convencido, era bastante estúpido. Mesmo. Para se infiltrar na sociedade, torna-se professor universitário de física (ele até percebe da coisa, mas penso que já estão a imaginar que tipo de professor poderá ser). Além disso, ele tem uma paixão incontrolável por uma colega de trabalho, a Mary Albright.

Outra personagem era a Sally Solomon (e é esta a razão do título de hoje), interpretada por Kristen Johnson, uma extraterrestre loira, de olhos azuis, para aí com 1.80m e com umas pernas maiores que eu. E com umas boas mamas. Ela faz-se passar por irmã de Dick e não faz nada. Basicamente, a missão dela é perder a virgindade, com o namorado Don Orville, um polícia. Isso e revoltar-se contra as mulheres e o feminismo, sentando-se no sofá sempre de pernas afastadas (não se preocupem, ela usa calças).

Tommy Solomon é o “filho” de Dick e é interpretado pelo Joseph Gordon-Levitt (baba), que na primeira temporada tem por volta de 15 anos, e, ao que parece, dos quatro, no seu planeta, é o mais velho. Isto facilita a típica frustração da adolescência.

Por fim temos o Harry, interpretado por French Stewart, também irmão de Dick. O inútil. O telemóvel. Sim. A única função deste extraterrestre é servir de “telefone” entre a “família” e o chefão alien – Big Giant Head. Esta personagem, sem qualquer papel interessante na missão, torna-se a mais engraçada, e mais estúpida. Além disso, é irritante. Anda sempre com os olhos semicerrados. Cheguei a duvidar se era asiático. Mas não… Era só parvo.

Se algum dia virem um professor que não sabe ensinar, um adolescente frustrado, uma mulher que quer perder a virgindade com um homem de armas, um gajo parvo de olhos semicerrados ou alguém incapaz de descobrir o chamado “sentido da vida”, tenham cuidado… Podem ser extraterrestres. Ou alguém perfeitamente normal. Não sei.

Como é óbvio, não vos vou dizer como acaba a série. Um dos objectivos desta crónica é que tenham curiosidade em ir ver a série… Ou então vão à Wikipedia e vêem. Tanto me faz. Mas fico triste.

Para quem não conhece a série, fica aqui um cheirinho:

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One thought on “Recordar é re(vi)ver #1 – Calhaus e mamas

  1. Excerto do episódio em que a Sally tenta inscrever-se para uma sessão fotográfica de adolescentes…mas ela não é bem uma adolescente. E deixa-me que te diga…aliás, tens de deixar, porque não estás aqui a controlar o que estou a escrever – fizeste uma crítica dos diabos, espetacular, mesmo. Só achei que te faltou referir um pequeno pormenor sobre a missão da Sally…perder a virgindade, está correto, com um polícia, verdade, mas….não é um polícia qualquer. É o polícia mais gordo de toda a cidade. E, ainda assim, a Sally chega a achar que ela é que é uma desgraça perante ele…quem me dera que me calhasse uma destas. De resto…excelente escolha para primeira crítica “sériegráfica”!

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