Monday’s Morning Mirror #8 – Quando um tiro no estômago é melhor que uma lavagem gastrointestinal

De que é que ele falará hoje?, devem perguntar-se vocês. Primeiro, escrevo-vos isto directamente no WordPress e com sono. Por isso, qualquer erro peço já desculpa. Hoje vou andar por aqui a coleccionar séries. Melhor, uma série que está esquecida. E porque esse título António? Eu olho para ele e lembro-me logo de TWD. Não. Já lá chegaremos…(nota: nesta altura do texto, ainda não sei como meter o título no texto. Vai ser giro).

Viagens ao passado significam uma coisa, sempre: não pisar na borboleta para não provocar uma alteração louca no futuro. É assim que nos avisam desde pequeninos. Até Heroes, que era uma série fraca genial, tinha tal. A questão é que, apesar do regresso ao passado ter de ser feito com cuidado, às vezes é tão desejado que morram borboletas para tal.

Para quem vê séries, o cuidado deve ser semelhante. A questão é que em vez de borboletas, o medo é dos spoilers espalhados pelas milhentas páginas, que um bom acompanhante de uma série procura em busca de informações. É difícil fugir a tal, e é completamente normal. Se tu tens uma série terminada, pressupões do pressuposto que quem lerá o texto acompanhará a série, e chegará lá com tudo terminado e visto. Claro que, mesmo se formos cuidadosos e tivermos blogs cuidadosos com tal informação, o problema não se extingue. Chega ir ao twitter, onde eu passo lá a vida, e pronto. Volta e meia surge uma informação, algo que nos tira a vontade de ver a série. É difícil não pisar borboletas neste mundo onde elas vivem em tudo o que é sítio.

Claro que a pergunta é se valerá a pena o risco. Falo-vos de experiência própria. Ando a recuperar Boston Legal. E o texto até devia ser sobre a mesma. A série é absolutamente genial, e agora que a (“re”)vejo não sei se a hei-de eleger como a série que mais adoro. Não é a série mais genial que vi. Calma. Mas, num momento em que Dexter me consegue desiludir, e que pouco mais resta (eleger Breaking Bad era, antes de mais, ir com a corrente e, depois, apesar de ser a série mais genial que meus olhos míopes viram, ainda não consigo amá-la tanto como Dexter), Boston Legal é aquela pérola. Foi um amor à primeira vista. E, depois, consegue fazer com que ria mais que um episódio de comédia, mas introduzindo questões a nível moral absolutamente geniais. Sim, Boston Legal ainda não é a série da minha vida. Mas um dia destes tenho de escrever novo texto para tal.

Mas afastei-me do tema. Ao rever Boston Legal senti liberdade. Porque, sendo uma daquelas pérolas pouco descritas, é difícil apanhar uma dessas páginas onde os spoilers surgem em tópicos. Mas a maioria não é assim. Agora valerá a pena o risco?

Claro que vale. A quantidade de séries por descobrir no passado é infinita. Se surge o problema das borboletas, é tentar ir contornando-o. Não o extinguir, porque ir para uma série às escuras é o pior que pode haver. Mas tentar ir, descobrindo locais onde o perigo de tal seja inferior. E, por vezes (olhem para esta ponte), um tiro no estômago é o melhor. É descobrirmos uma revelação bombástica de forma a avançarmos rapidamente com a série. Uma prolepse não propositada de forma a ganharmos coragem. Às vezes é a melhor forma ver uma série. Com um tiro no estômago para iniciar tudo…E, como viram, TWD, que está fraco, não teve nada a ver com o título.

PS (EM CAPS): PARABÉNS AO SENHOR, AMIGO E CAMARADA JORGE PONTES PELA NOMEAÇÃO PARA OS TCN BLOG AWARDS. MAIS QUE MERECIDA, É UM RECONHECIMENTO DE UM EXCELENTE TRABALHO. TERÁS AQUI, NESTE HUMILDE CANTO, UMA PEQUENA AJUDA PARA VER SE CONSEGUES VENCER AQUILO

One thought on “Monday’s Morning Mirror #8 – Quando um tiro no estômago é melhor que uma lavagem gastrointestinal

  1. Amigo António, estás a pegar numa série que eu já espreitei e que fiquei com bastante vontade de ver: Boston Legal. Nunca me chamou muito, é certo, mas vi alguns (poucos) momentos de comédia com o James Spader e o William Shatner.. Epá. Do melhor.

    E, de facto, há uma idade de ouro das séries perdida no passado. Ideias que foram postas cá fora, que deram produtos televisivos excelentes e que hoje são recordadas como “as” meninas dos nossos olhos daquele tempo. Um tempo que já lá vai.

    Só tenho a agradecer todos o apoio, caríssimo! É, sem dúvida, mais uma força para continuar a trabalhar arduamente e a partilhar! :))

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