Zapping Crónico #7 – A minha Silly Season!

Em “tempo de vacas magras” os amantes de televisão aproveitam para descansar (também precisam), para pôr em dia séries que ficaram em lista de espera, para descobrir novas histórias e, sobretudo, aproveitam para matar saudades das séries que só nesta altura do ano visitam os telespectadores. Ora, pensando bem, parece que afinal de contas a silly season nem é assim tão assustadora!

No Verão é costume contar com a companhia de “True Blood”, “Weeds” e os episódios finais de “Breaking Bad”. Se as duas primeiras são séries tipicamente descontraídas, que sabem melhor nesta altura do ano por serem tão descomprometidamente boas, “Breaking Bad”, por sua vez, que surge agora um pouco mais tarde, obriga-nos a sair da inércia e obriga-nos a esforçar um bocadinho mais, a ver para além das evidências. E felizmente que assim o é! A juntar a estas três, tenho acompanhado “The Kennedys”, “Coupling” e “Friends”. Parece-vos bem?

“True Blood” continua bizarra, continua superficial, continua cheesy e, sim, continua a entreter imenso! Após um terceiro ano bastante irregular e desconexo, os primeiros cinco episódios da quarta temporada prometem uma história mais coesa e, acima de tudo, bem mais atraente. As bruxas vieram para ficar e, contrariamente ao que eu esperava, conseguiram dar um novo fôlego à série. Por outro lado, a amnésia de Eric também tem contribuído em muito para a correcta evolução do enredo, proporcionando-nos bons momentos ao lado de Sookie e cenas que demonstram que o vampiro é muito mais do que aquilo que aparenta! Juntamente com o salto temporal, que redefiniu posições, acelerou acontecimentos pouco interessantes e concedeu maior agilidade à história, a introdução do novo ano de “True Blood” foi feita com certa competência e, embora alguns erros graves ainda subsistam (a história da Arlene e do seu bebé, a inutilidade de Tara, Hotshot e Tommy, principalmente), conseguiu deixar-me devidamente entusiasmado para ver a última metade dos episódios.

Também “Weeds” continua igual a si própria, para o bem e para o mal. O humor absolutamente nonsense continua presente, bem como as inúmeras situações caricatas. Passaram três anos e Nancy saiu da prisão, decidida a pôr a sua vida em ordem e pronta a enveredar de novo pelo mundo do crime. Rapidamente encontrou um novo fornecedor, um novo trabalho para servir como fachada e um novo mercado, prontinho para escoar o seu produto. No entanto, no que diz respeito à família, a vida de Nancy não tem sido nada fácil: de um lado, a irmã a lutar pela custódia do seu filho mais pequeno e, de outro lado, Silas, ainda ressentido pela descoberta de que não é filho de Judah. Nesta que é provavelmente o último ano de “Weeds”, avizinham-se tempos difíceis para Ms. Botwin… tempos difíceis que incluem o regresso de Heylia e de Dean!

“Breaking Bad”, nos três episódios da quarta temporada que exibiu, conseguiu três feitos: fazer-me temer ainda mais pelas acções que Gus é capaz de cometer, surpreender-me mais uma vez com a prestação de todos os actores envolvidos (especialmente Aaron Paul e Betsy Brandt, entre os quais o comportamento auto-destrutivo das suas personagens criou um paralelo interessante) e deixar-me de boca aberta com as atitudes de algumas personagens (nomeadamente Skylar, que parece uma nova pessoa, agora que se rendeu definitivamente ao negócio de Walter e está ela própria “breaking bad”, não só a supervisionar todos os movimentos do (ex-?)marido como a comandar grande parte das decisões deste)! ‘Nough said!

Não só para quem é fã de História a mini-série “The Kennedys” vale a pena! As oito partes que a compõem também são adequadas para quem gosta de uma boa intriga familiar, para quem gosta de jogos de poder, de corrupção, para quem gosta dos bastidores da política ou para quem gosta de escândalos, adultério e insinuações. Cada um dos episódios tem um pouco destes ingredientes! Especialmente se, como eu antes de ver a série, não têm conhecimento de muitos dos  mistérios e detalhes que envolvem a ascensão e a queda da família mais famosa da América, não podem deixar de dar uma vista de olhos!

“Friends” acho que dispensa apresentações, certo? Já tinha visto algumas temporadas no Verão passado e agora voltei a pegar na série para me rir com as histórias dos fantásticos seis personagens principais. Às vezes tento ordená-los por ordem de preferência, mas rapidamente paro porque tal é praticamente impossível. Cada um dos seis, à sua maneira, já ganhou lugar no meu coração!

Por sugestão, decidi ver de rajada a série britânica “Coupling” e engane-se quem, ao ler a premissa, a exclua porque é demasiado semelhante a “Friends”. O que as distingue é, essencialmente, o tipo de humor, que é mais ácido em “Coupling, mais “britânico”, sarcástico, negro. O que as aproxima é que ambas contam com um lote de personagem bem construídas e com quem é fácil simpatizar. Juro que não estava preparado para a quantidade de situações não só hilariantes como por vezes completamente constrangedoras, todas baseadas em grandes confusões e diálogos ardilosos, que ocorrem por aquelas bandas. Absolutamente imperdível!

Por agora, é tudo. Ainda que, na vida de um fã de séries como eu e decerto todos os que estão a ler neste momento, o mais provável é que, ainda antes de Setembro chegar, me decida a “importar” mais uma ou duas produções catitas. Querem apostar?

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