(Quase) Tudo aquilo que precisas de saber desta temporada – Jorge Pontes

Depois do Excelentíssimo António Guerra ter aberto esta coluna, na passada segunda, é a minha vez de regressar ao IP para vos falar da temporada que passou. Esta foi a segunda temporada televisiva americana que acompanhei mesmo à séria e por mais que diga que vou deixar de ver esta ou aquela série, torna-se complicado dizer adeus a algumas histórias que, outrora, me entreteram imenso.

Esta temporada foi, pois, marcada por alguns altos e baixos e, por cá, a equipa maravilhosa que compõe o IP acompanhou tudo até ao mais ínfimo pormenor. Preparados para mais uma viagem? Saltemos, então e não se esqueça, leitor, de abrir o pára-quedas quando estivermos a meio!

O Melhor

Começando pelas boas notícias, Being Erica é aquela série que me surpreendeu bastante este ano. A sua premissa tão simples que aborda temas tão complexos da vida coloca qualquer espectador a reflectir sobre a sua. É, de todas as séries que vejo, a que melhor espelha uma realidade humana que, todos os dias, fazemos o favor de a esquecer.

The Chicago Code segue-se e palavras para quê? Uma série da autoria de Shawn Ryan (“The Shield”) cativou-me desde o primeiro minuto por causa da sua complexidade tão característica. Havia sempre uma história que me chamava e regressava, toda a segunda-feira, para a ver e ouvir e interpretar. Foi cancelada, injustamente, mas como tudo o que é bom acaba depressa, ficam as boas memórias.

E não poderia deixar de mencionar Fringe que, apesar de um final um tanto ou quanto estranho, teve uma temporada exímia. De uma forma geral, a temporada foi muito boa e só em poucas vezes perdeu aquele fulgor a que nos habitou no início. No entanto, sempre se redimiu e sempre me surpreendeu.

Por último, nos ramos da BBC, Sherlock foi quem mais se destacou pela positiva. Uma narrativa muito bem construída com personagens tão peculiares e interessantes que só apelavam à beleza do intelectual. Uma grande série que não vê, nunca mais, a estreia da sua segunda temporada.

O Pior

Dexter, sem dúvida. Depois de uma temporada que era difícil de igualar, a narrativa tinha muito caminho por onde trilhar. Na bifurcação optou pelo mau caminho conduzindo a uma temporada com poucas coisas boas e que só diminuiu, em qualidade e em número, as minhas expectativas para a próxima.

How I Met Your Mother que (finalmente) actualizei. É verdade, depois de alguns episódios fantásticos e de outros que só me deixavam boquiaberto com tanta parvoíce, HIMYM chega ao fim da sua sexta temporada como se tivesse acabado a sua primeira: sem indicação da Mãe, com umas imagens de, talvez, um futuro próxima e de sem qualquer rumo para aquilo que poderão fazer na próxima. Começou em alta e só tem vindo a descer.

A surpresa

Ouve, durante toda a temporada, muita série que me surpreendeu e, talvez, já andam pelo rol das minhas favoritas.

Warehouse 13 com uma indiscutível segunda temporada. Com um final de deixar qualquer um de boca aberta, W13 firmou-se como sendo uma série bastante leve e interessante de se acompanhar durante todo o Verão.

V que regressou na midseason com os seus melhores episódios. Com uma força que não esperava, a história ganhou um outro fulgor terminado da melhor maneira possível. Era uma série, apenas, mas a segunda temporada tornou-a em algo muito maior.

Sanctuary segue a mesma linha e a sua terceira temporada não me tem desiludido nada. Com 20 episódios e um arco fantástico, Sanctuary consegue ser das séries que me puxa, a cada semana, para a ver no próprio dia que sai. Sem dúvida, um dos melhores produtos que vejo, hoje em dia.

Nikita, da CW. À primeira vista parecia ser algo cheesy por ser da CW mas revelou-se uma das suas grandes pérolas pela sua irreverência e espectacularidade. Com ou sem explosões, a série tem uma história forte com personagens ainda mais fortes que agarram o espectador ao primeiro episódio.

Game of Thrones por uma única razão: ser complexa. GOT tem muitas personagens, cada uma com a sua respectiva história, e se há canal que consegue conjugar bastante bem estes dois factores é a HBO. A série cativa, é interessante, não aborrece e parece um filme acabado de produzir. Se quero mais? Para mim, está excelente assim.

CSI: NY. Digam o que disserem, CSI: NY é o único procedural à séria que vejo e, ainda assim, me surpreende. O mais técnico e também, paralelamente, o mais humano, CSI: NY contou com Sela Ward na sua T7 e que personagem. Outra dinâmica, outro espírito, outra perspectiva.

Desilusões

The Big Bang Theory. Teve uma temporada 4 muito fraca e que demonstra, já, um cansaço da série e das respectivas histórias. Ainda me rio com algumas situações mas TBBT decresceu de qualidade e isso não ajuda à reputação da série ainda para mais com uma renovação de 3 anos em cima…

O que deviam ver

Top Gear. Tal como o António sugeriu, eu também o faço. É diferente e é o típico programa destinado aos homens que não desgostam de uma boa máquina e…de um bom turbo.

Cougar Town porque encontrou o seu caminho e por mais que tente ser comédia, é um drama leve que, tal como Being Erica e num plano mais inferior, nos faz reflectir.

Despedidas

Lone Star. Porque é que teve de ter dois episódios exibidos, unicamente? Porque não estreou no Cabo? É injusto. Deu para entreter enquanto esteve no ar mas drama como este não encontraremos tão cedo.

Foi uma viagem breve, é certo, mas espero que se tenha agarrado ao seu pára-quedas e aterrado em segurança. Por cá, a viagem foi segura e sem qualquer atropelo. Para trás ficou uma temporada de surpresas e de algumas (grandes) desilusões. Venha a próxima e que esta traga mais e melhores histórias. Se puder, eu estarei cá para as acompanhar.

Ah! E outra coisa… Querem saber quem está por cá na sexta? Têm de cá vir nesse mesmo dia para descobrir. A minha boca está selada a sete chaves.

One thought on “(Quase) Tudo aquilo que precisas de saber desta temporada – Jorge Pontes

  1. How i Met acabou de cometer um erro grave que é virar-se para outro segredo sem revelar pelo menos de forma mais directa algo sobre o primeiro… ora isto é capaz de irritar muitos espectadores e sinceramente não me agrada nada andarem ás voltas com quem vai casar o Barney.

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