Series-Gazing IV

Depois de uma semana bastante intensa lá para os lados da América, o Series-Gazing volta com a sua quarta edição para avaliar, de uma forma bastante simplista, quem estará de regresso na próxima temporada e algumas das estreias que marcarão o próximo Outono. Preparados para mais uma viagem? Vamos lá, então.

Começo com duas renovações que me deixaram bastante feliz: Fringe e CSI: NY.

A primeira porque é, sem dúvida, das melhores séries da actualidade e tendo a probabilidade de a quarta temporada ser mesmo a última, só por ter mais 22 episódios de grandes impossibilidades, já fico bastante contente; além disso, quero ver resolvido aquele confuso cliffhanger final que embora não tenha sido das melhores decisões dos argumentistas pode ser que haja uma razão para terem optado por tal narrativa tal como optaram por aquela gravidez.

A segunda renovação vem com alguma surpresa porque não estava à espera que a CBS renovasse a série. A meu ver, a temporada sete que acabou a sua exibição há duas semanas, foi bastante agradável de se ver e a adição da Sela Ward à equipa foi como que um rejuvenescer de todas as relações pessoais daquele laboratório criminal. O fulgor e o interesse são outros e nunca fiquei assim tão ansioso por um procedural do género CSI.

Outra renovação que veio como surpresa foi The Good Wife. A série teve uma segunda temporada muito boa com linhas narrativas muito interessantes cujos desenvolvimentos, a cada episódio, nos deixavam a pensar no que estava para vir. Com um final que deixou tudo em aberto para uma terceira temporada, espera-se que esta seja tão boa ou melhor que a segunda e que continue a cativar.

Uma outra renovação, Body of Proof, era já algo previsível e não deixou de me alegrar quando soube da notícia. De facto, a série, sendo procedural, consegue equilibrar muito bem tanto a parte profissional como a pessoal o que torna os episódios bastante agradáveis e bastante interessantes de se verem. Dana Delaney estará, pois, connosco já na Fall Season ’11.

Quanto aos cancelamentos, destaco V, The Chicago Code e Bleep My Dad Says.

A primeira notícia não veio com muita surpresa pois já era esperada. No entanto, as esperanças de uma terceira temporada depois de uma segunda muito boa eram algo altas. Não obstante, e para ter espaço na grelha (deixem-me ficar com esta razão por causa do cancelamento…) a ABC decidiu cancelá-la e não posso ser hipócrita ao ponto de dizer que o final da segunda temporada não agradou. De facto, a história chegou a um ponto tal que o décimo episódio foi um dos melhores da série e aquela sequência final só prova que os bons não vencem sempre. Tenho pena que tenha de dizer adeus a uma série que embora tenha convencido poucos sobre o seu potencial, me fez roer unhas aquando da sua exibição.

The Chicago Code foi outra série cancelada por causa da falta de espaço. Ora, a FOX vai lançar, no próximo Outono, a versão americana de The X Factor e para isso precisa de espaço em dois dias da semana tal como precisa de espaço para colocar American Idol na Mid-Season. Embora tenha tido uma performance bastante estável, The Chicago Code despediu-se, esta segunda, com nota alta com uma história que me cativou desde o primeiro episódio e poucos são as séries que o conseguem fazer.

Por último e talvez a menos importante de todo este rol que vos falo, está a nova comédia da CBS com William Shatner, Bleep My Dad Says. Estando depois de The Big Bang Theory, à quinta-feira, esperava-se que a comédia aguentasse e deixasse agarrada a maior parte do público da comédia anterior. Embora com uma primeira temporada de qualidade muito duvidosa, a série encontrou o seu caminho a meio da mesma (aliás, como muitas comédias o fazem…) e conseguiu convencer até ao final. No entanto, a CBS não ficou contente com o trabalho mostrado e decidiu dizer adeus a mais uma comédia que trazia ao de cima situações bastante peculiares.

Quanto às estreias da próxima Fall Season (e não querendo alongar mais) destaco três: The River, Alcatraz e The Playboy Club.

A primeira baseia-se na história de uma família cujo patriarca desaparece depois de iniciar uma viagem rio acima. Os restantes membros começam à sua procura numa assombrante jornada. Tendo, atrás das câmaras, um dos homens que esteve envolto na história de Paranormal Activity, The River tem uma história que cativa e que mostra potencial. Cativará o público? Bem, só na Mid-Season é que saberemos.

Alcatraz, um novo drama com o símbolo do JJ Abrams, decorre na prisão mais famosa da América cujos prisioneiros, numa altura do passado, desaparecem misteriosamente e voltam, agora, ao mundo com diferentes objectivos. Numa premissa que parece idêntica à série The 4400 do canal USA, Alcatraz promete surpreender (também na Mid-Season) e só por ter JJ Abrams atrás, merece ser vista.

Por último, The Playboy Club da NBC é a que destaco. Com uma acção que decorre nos anos 60, The Playboy Club conta-nos a história de um clube onde muitas raparigas se vestem de coelhinhas e prometem bastante “diversão” à comunidade masculina que por lá convive. É uma série diferente e irreverente que, cá me parece, não cativar muito público por causa da sua história. Teria, em princípio, mais sucesso num canal por Cabo mas não deitemos por terra já todas as expectativas. The Playboy Club ainda nos pode surpreender.

Termina, pois, mais uma edição do Series-Gazing já com uma análise à semana que passou. No próximo mês, cá estarei para comentar o Verão da televisão americana. Até à próxima!

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