Zapping Crítico #2

Voltamos a este novo espaço aqui no Imagens Projectadas para uma análise do que se passou na quinzena desde a estreia da rubrica, em termos de televisão norte-americana. O grande diferencial deste espaço é o facto de ser completamente baseado na minha perspectiva e nas produções que eu estou a assistir de momento, pelo que poderemos falar de “The Sopranos” – algo que sempre gosto de fazer -, comentar o mais recente episódio de “Survivor” ou analisar “Breaking Bad”, após uma segunda visualização.

Começaram as novas temporadas de “Survivor” e “The Amazing Race”, dois programas que eu simplesmente não consigo perder! Ainda estive na dúvida se veria “Survivor”, uma vez que a temporada anterior esteve alguns pontos abaixo da qualidade média das restantes, e eu já não me tenho visto ultimamente com tempo para queimar. No entanto, fui incapaz de deixar de assistir. As traições, as mentiras, as manipulações, as provas físicas, … é realmente um formato que adoro e de que não consigo desistir! Ainda por cima esta temporada estreou com três novidades: Boston Rob, Russel e a Redemption Island. Boston Rob já fez inclusive o seu primeiro blindside, eliminando o Matt e deixando grande parte da sua tribo chocada – uma decisão arrojada que, embora tenha constituído um óptimo momento de televisão, parece-me a mim que trará mais desvantagens do que benefícios. No episódio exibido ontem nos EUA, fiquei novamente boquiaberto com a eliminação. A fama de Russel precede-o e rapidamente o encaminhou rumo a uma estadia na Redemption Island. A prova entre a Francesca e o Matt já foi bem emocionante (comigo a torcer pela Francesca!), por isso nem imagino como será a que envolverá Russel no próximo episódio. O saldo, por agora, é definitivamente positivo. Recomendo a todos aqueles que nunca assistiram, para que o façam o mais rápido possível.

Quanto a esta edição de “The Amazing Race”, a história é outra. Ainda não nos ofereceu momentos de televisão imperdíveis, de nos deixar com os cabelos em pé, mas tem conseguido entreter eficazmente. Considero sempre os primeiros episódios os menos interessantes, por terem de nos introduzir demasiadas pessoas de uma vez, porém, como se trata de uma edição All-Stars, essa questão nem se põe. De qualquer forma, anseio pelos próximos momentos com os cowboys, Kent & Vyxsin e os amigos Zev & Justin – as minhas equipas predilectas.

É muito difícil manter a fasquia alta ao longo de uma temporada inteira, especialmente quando se trata de uma série de um canal “aberto”, com aproximadamente vinte e dois episódios. Contudo, há duas séries em especial que não têm demonstrado grandes problemas em nos agradar semanalmente com a mesma dose dos elementos que fazem delas produções imperdíveis. Falo, claro, de “Fringe” e “The Vampire Diaries”.

Por um lado, e apesar dos percalços recentes, a terceira temporada de “Fringe” continua de vento em popa. O episódio da semana passada não revelou informações de fazer cair o queixo; muito pelo contrário, limitou-se a passar para imagem um encadeamento de acontecimentos de que já tinhamos conhecimento. Foi excelente, por exemplo, ver em que circunstâncias Olivia passou para o outro universo pela primeira vez, as medidas a que Walt chegou para descobrir a maneira adequada para devolver Peter e até como o Walternate descobriu para onde lhe tinham raptado o filho. Um episódio fantástico, que vem no seguimento do que vimos em “Peter” – outro capítulo inesquecível -, da segunda temporada.

Por outro lado, “The Vampire Diaries”, que, embora num patamar inferior, me surpreende constantemente com o ritmo a que faz avançar a história. Fiz uma pequena maratona há alguns dias atrás e vi os últimos quatro episódios que me faltavam. Foi-me até difícil absorver tudo o que estava a acontecer – às vezes, numa série não exemplar a nível de escrita, o melhor mesmo é pôr sempre os personagens a correr de um lado para o outro, para que o telespectador não se aperceba! -, mas no último que vi, Elijah foi morto. E de uma forma bem chocante, às mãos do (outrora inútil) Alaric. Entretanto, após uma série de flashbacks (que eu adoro, não pelo escasso conteúdo, mas pela oportunidade de ver os personagens vestidos de época), Katerina retorna, e sem roupa! Um cliffhanger bem catita. Talvez ainda veja hoje o último episódio exibido.

Estou a rever “Breaking Bad”. Vi a primeira e a segunda temporadas de seguida há muito tempo atrás e, embora me lembre que adorei, não me consigo recordar de todos os factos. E isso incomoda-me. De forma que, finalmente, comecei a rever, sendo que espero iniciar a terceira temporada – que dizem que é arrebatadora – o mais rapidamente. Digam lá que o “Grilled”, o episódio em que o Tuco leva o Mr. White e o Jesse para o México, não é sublime? Todas as cenas que os mostram dentro daquela pequena casa claustrofóbica, só com o instável Tuco como companhia e o seu tio em estado catatónico, foram magníficas! E a conclusão foi ainda melhor. É de facto um luxo, esta série!

Por falar em luxo, “The Sopranos”! Ora, ora, ora… então não é que o Christopher, com uma moca do caraças, matou a cadela da namorada ao sentar-se em cima dela no sofá? Fartei-me de rir. Melhor foi só a intervenção que a família Soprano decidiu organizar, de maneira a convencer Christopher a dar entrada num centro de reabilitação, e que terminou em pancadaria! Adorei. Felizmente que me restam ainda duas temporadas para ver!

E, por último, uma referência a “Glee”, como não poderia deixar de ser. Não é uma série perfeita, mas é uma série que não deixa ninguém indiferente, dando-nos sempre vontade de discutir qualquer situação. Dito isto: o “Blame It on The Alcohol” foi muito engraçado! Bebedeira + Rachel = WIN! Todos os personagens alcoolizados, aliás, me chamaram a atenção e divertiram. Sabem aqueles estados de bebedeira, descritos com grande sabedoria pelo Finn? Conheço um exemplo de cada um na vida real, o que só comprova a teoria!

(Só o vómito cinzento é que poderia ter sido melhorado.)

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