Episodes – Notas Soltas

Este texto serve apenas para dar uma opinião pela série…apeteceu-me. Que querem? Ah. Não tem grandes spoilers

“Joey?!?!?!”

Matt. LeBlanc. Matt LeBlanc. LeBanc, Matt. Porquê que repito isto várias vezes? Porque estou a ver se isto tem lógica. Matt LeBlanc. Não tem. O mesmo acontece com Episodes…ainda hei-de perceber o que é a série.

Episodes vem cunhada pela Showtime. Relativamente positivo, apesar de eu não ter tanta admiração pela emissora como tinha a uns tempos. Chega não achar apelativas séries como Nurse Jackie ou United States of Tara para isto acontecer. E é aqui que reside a principal problemática. Eu, sinceramente, não acho piada as piadas que a Showtime me tenta impingir durante 30 minutos. Não gosto. Melhor dizendo. Gosto de Californication. De resto, acho um humor sem sal. Uma dramédia demasiado dramática.

Isto fez com que eu conseguisse ver United States of Tara até à segunda temporada. Mas este formato de tentar fazer comédia de forma sisuda não me apaixona. Por isso, e ao ver o estilo que Episodes tinha, disse cá para os meus botões: vamos lá ver como é isto. Ver. Com receio. Porque notava em Episodes uma dramédia da Showtime. E, saindo dela, não há grande coisa mais a dizer.

Episodes tem, nestes episódios que mostrou, dois episódios com nível mediano. O primeiro introduz bem as personagens mas só consegue ter 2/3 momentos onde a comédia é suficiente para o esboçar de um sorriso. De resto é ver a série como se o início representa-se o episódio: um acidente por se andar numa faixa correcta.

E Episodes não anda claramente na faixa correcta. Apontar erros de palmatória são difíceis. Talvez a forma como se trabalham algumas linhas narrativas, a excessiva utilização do porteiro (que na segunda parte é uma constante e uma manifestação de algumas faltas de ideias ou o bater numa tecla que não resulta), a forma como a série parece desligada da corrente. O ritmo baixo, como é exemplo a cena da banheira, nada contribui em abono da mesma. Depois, e passando claramente para a segunda parte, vemos a entrada da estrela. Que de estrela funcionou pouco. Nesta parte, eu sorriso que esbocei não me lembro. Lembro-me sim de olhar para o relógio, de olhar para o tempo que faltava para acabar, de olhar para o telemóvel, de olhar para a barra do Windows, de olhar para as mamas da rapariga da televisão, para tudo e mais alguma coisa. Menos para Matt LeBlanc como professor.

Ou seja. A série, inicialmente não consegue cativar. Ponto assente. Não consegue prender, não consegue fazer aquilo que pretendia, que é dar uns sorrisinhos deste lado. Não o consegue. Depois, e se não bastasse, não há imaginação na criação de situações para a demonstração do humor. Podia haver montra sem manequins. Mas nem isso. Ou seja, da 1 hora que passei a ver Episodes, ficam 2 minutos na cabeça. E foi quando a rapariga apareceu na televisão e eu me distrai (sim…ela ficou lá 2 minutos. A imagem parou).

No fundo, e voltando ao princípio, este início de Episodes é um acidente porque temos alguém que não sabe conduzir o carro pelas regras da estrada norte-americanas. E, sem isso, nada feito. É acidente certo…E fica a pergunta: Esta série não é muito mais “É Matt e mais uns quantos” que uma série sobre algo? É que parece-me ser a primeira…e é aí que reside o principal problema.

Concluindo. Não vejam. Não vale a pena. Se gostam do Joey vão ver Friends. Que Episodes são episódios que se dispensam.

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