As dez Séries do Ano

Antes de mais nada, referir que este post é unicamente feito por mim e, por isso, tem uma quota parte de subjectividade. Outros dois aspectos é que eu não vejo todas as séries do mundo e, para além disso, e se fosse coerente, a lista só iria até ao 8º, visto que os restantes tiveram bastantes irregulares. E entre estes últimos e séries como Community, The Good Wife, Better off Ted, entre bastantes outras, a escolha tornou-se bastante difícil…e sem mais deste paleio vamos ao que interessa.

10º – Fringe
Outra que não deveria estar aqui. Uma segunda temporada irregular retirava a série das séries do ano. Mas Fringe aumentou o ritmo. O início da terceira faz com que seja a série de Fall Season. E, assim sendo, Fringe ganha este último lugar. A série que parece que levará com o machado ainda este ano, parece acabar a sua viagem em grande estilo. O início desta temporada demonstrou uma série que, quando for bem trabalhada e quando ocorrer um click por detrás da mente de quem a escreve, pode ser fantástica. Chega agora ver se há mais click’s. Mas, e por ser a série da Fall Season, Fringe entra aqui.

9º – Modern Family
Modern Family não deveria merecer estar aqui. A série pode ter tido uma primeira temporada de grandíssimo nível, mas esta segunda não está a deixar muitas saudades. Mas é, claramente, uma das séries do ano. É uma série que conseguiu combater uma máquina gigantesca chamada Glee, conseguiu vence-la e conseguiu, adicionado a isso, fazer uma série que não fosse de difícil compreensão e com princípios básicos fáceis de trabalhar. Só pela massa Modern Family merece estar nesta lista. Agora quanto a forma da segunda temporada…fiquemo-nos pela primeira.

8º – Justified
Vindo da FX, Justified é daquelas séries que ou se ama ou se não gosta muito. Dramática até aos fins dos seus chapéus, eu amo Justified. Deixo-me prender pela sua narrativa, pelos seus tiros, pelo seu protagonista e, adicionalmente, pela actuação de quem faz de pistoleiro. Justified é a série que traz de novo a alma dos filmes onde se davam 10 passos e disparavam. E o melhor é acompanhar cada um desses 10 passos. É das séries que mais gozo me deu. E acho que quem gostou logo dela também dirá isso.

7º – Lost
A despedida. Lost deixa-nos 6 anos após o início da viagem. Numa temporada que prometia várias respostas e deu só algumas, a série demonstrou que o seu principal objectivo não era responder, mas sim deixar a aura misteriosa para acabar. Lost teve alguns altos e baixos nestes 6 anos. O 6º não foi excepção. Mas, mesmo assim, e vendo alguns episódios que houve, vê-se uma série madura, muito bem escrita, bem pensada e com um final que é apenas o reflexo da série. As respostas ficam por dar? Ficam. Mas este é apenas uma das várias facetas de Lost.

6º – Rubicon
Drama. Rubicon é daquelas séries que é difícil entrar. Não tem muitas personagens. Não, aí não reside no problema. Nem aí nem nas sucessivas narrativas que surgem. São poucas que existem na série. O que existe é um tom conspirativo que vai prendendo as pessoas, deixando a narrativa cada vez mais densa, aumentando o dramatismo e o mesmo tom e dando pequenos passos até a concretização de tudo. Rubicon é uma das pérolas do ano. Porque, no fundo, toda a conspiração tem uma história…esta é uma delas.

5º – Men of a Certain Age
Esta sim, talvez seja a surpresa desta lista. Quem olha para o conceito de Men of a Certain Age não se deve apaixonar. Eu percebo-os. A série parece ser um poço de drama, sem grande incentivo para ver: quem se interessa por ver 3 homens nos seus 40 e os seus problemas? Os jovens não se interessam por uma premissa dessas porque ainda não chegaram…esses não são claramente o público-alvo. Os homens nos seus 40 têm os seus problemas. Talvez haja quem veja a série para ver se encontra solução miraculosa, mas os problemas dos 40 já devem chegar. Os para cima dos 40 já passaram por isso, logo não se interessam. As mulheres também não são um público que deve estar muito interessada…se ainda fosse para chorar (e não vejam nenhum preconceito para com as senhoras. Só digo que se a série tivesse uma carga dramática mais “chorona” seria muito mais aceitável. O pior é que a série nada tem disso). Ou seja, Men of a Certain Age é, pela premissa, uma série que dá para meia dúzia de gatos-pingados. Mas Men of a Certain Age consegue ter uma abordagem completamente diferente. Faz com que este rapaz nos seus 18 aninhos se interesse pela mesma, goste das histórias, se ria com as situações. Men of a Certain Age não é a representação dos meus problemas futuros. É uma série que consegue misturar, talvez melhor que ninguém desta lista (só batida por DW…mas se for é por muito pouco), a comédia e o drama. Men of a Certain Age não tem público-alvo porque não é uma série sobre os problemas de 3 homens nos seus 40 anos. É sobre as situações problemáticas desses homens…faz toda a diferença. É para ver, seguramente.

4º – Doctor Who
Recuperei a série para poder ver o final em condições. Doctor Who é daquelas séries que, para mim, são cheias de “estúpidos pormenores” que fazem-na uma diversão. Passo a explicar. Quem olha para DW e olha para o conceito, para aquilo que ela pede (monstros a torto e a direito e vilões extra-planetários) vê uma série que parece fácil de se fazer. Mas a perfeição com que é feita, a forma como é tornada um produto de excelência é algo admirável. É preciso haver cabeças por de trás da mesma, é preciso inteligência gigantesca e, depois, é preciso ter produtos de qualidade. E Doctor Who tem isso tudo. Quando se adiciona tudo isto a uma temporada do melhor que a série dá, não se pede mais. O episódio final é gigante…Os “estúpidos pormenores” tornam-se em pormaiores. São estúpidos, mas a série é feita disso. A forma como trabalha a estupidez é que faz dela grandiosa.

3º – The Pacific
The Pacific é marcada pela HBO. Mas, e se formos ver a restante lista, não se encontra mais nenhuma série da HBO por estes lados. A AMC consegue meter duas séries, a BBC também, e o resto é espalhado. E sim, admira a falta de outra série da HBO. Mas a qualidade das mesmas, este ano, apesar de a qualidade existir (neste mundo, HBO é sinónimo de qualidade…mas como a língua muda, começa-se a adicionar também o prefixo AMC), não foram nada de outro mundo. The Pacific foi a única com que me apaixonei. A série histórica consegue prender qualquer pessoa que goste de uma boa história. Tem problemas? Tem. Falta logo uma ligação com as personagens, de forma a história decorrer mais pacificamente. Mas quem se deixa envolver, se empenha um pouco na percepção de “Quem é Quem” ganha uma história fantástica, de qualidade HBO. A medalha de bronze é bem merecida.

2º – Sherlock
Vindo de Inglaterra, a medalha de prata é talvez a que mais surpreenda. Não por estar nos 10+ do ano, mas por estar em segundo lugar. Mas é simples matemática. Sherlock consegue fazer duas coisas difíceis: transcrever uma personagem absolutamente arcaica para os nossos tempos, dando-lhe uma abordagem fantástica (muito parecida a de Patrick Jane em The Mentalist) e, depois, conseguir arranjar algo que aprisione o espectador. É um caso contínuo, construído ao longo de três episódios. O primeiro é de retirar a respiração, o segundo é a paragem e o terceiro é dos melhores episódios do ano. Por tudo isto, Sherlock merecia estar no top. Adicionado a qualidade da BBC, que é sempre algo de confiança, a série fica absolutamente extraordinária. Sherlock é, para mim, a surpresa do ano. Mas, diga-se a verdade, não devia ser…

1º – Breaking Bad
A série do ano. Sem a mínima dúvida…Breaking Bad teve, neste terceiro ano, uma temporada de deixar o pessoal deslumbrado. Quem vinha de Dexter, apaixonado pela quarta temporada, teve aqui uma continuação em grande. Breaking Bad conseguiu ter, nesta temporada, o melhor episódio do ano. Primeiro ponto. Depois conseguiu um arco narrativo de prender a atenção de qualquer um. Segundo ponto. E, depois, como se as cerejas em cima do bolo fizessem a diferença, tem fantásticas actuações, de fazer com que a espinha se impressione. Concluindo: Breaking Bad é a série do ano porque, primeiro, esteve ao seu nível e, depois, porque houve séries (falo para o senhor Dexter, principalmente) que não esteve…É a fórmula do sucesso.

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2 thoughts on “As dez Séries do Ano

  1. O teu top 2 é irrepreensível, Sherlock foi a grande supresa e uma maravilhosa série a durar muitos e bons anos se tudo correr bem… Breaking Bad é aquela coisa, palavras para quê… Por muito que goste de Dexter e Michael C. Hall, Breaking Bad e Bryan Cranston estão um ligeiro passo à frente, …, uma temporada irrepreensível…

    Quanto a The Pacific ainda não vi, ando a ver Band of Brothers e só depois me dedico a essa… mas o terceiro certamente deve ser merecido… esta mini-série é elogios atrás de elogios…

    Uma nota para Rubicon, Lost e Fringe que merecem sem duvida estar nessa tua lista…
    E acho que Dexter poderia perfeitamente estar no top 10!

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