A Série da minha vida: Buffy (por Carolina Sales)

De entre a dezena de séries que fui vendo pela minha (curta) vida fora, houve várias que se destacaram pelos mais diversos motivos. À lista de favoritas foram entrando umas e saindo outras de acordo com os meus gostos do momento. Houve uma altura em que diria que “Friends” era a minha série favorita, outra em que “Coupling” ocupou esse lugar, trocando depois para “Six Feet Under” e mais tarde “Battlestar Galáctica”. No entanto, ao longo deste tempo todo, houve sempre uma que ocupou um lugar de destaque na minha colecção: “Buffy the Vampire Slayer”.

Não sendo uma fanática do Whedonverse, esta série em questão é daquelas a que não poupo elogios. Seja pelas personagens, pela comédia ou pelo drama, há qualquer coisa aqui que me fez ver e rever episódios vezes sem conta, não só em maratonas do primeiro ao último mas também quando acidentalmente a apanhava na televisão. Foi também esta dedicação que me fez seguir o trabalho dos actores noutras séries como “Bones” e “How I Met Your Mother”, aproveitando todas as ocasiões em que podia recordar estas pessoas e o trabalho que sempre adorei.

Não tendo propriamente nenhum fascínio por vampiros (na altura nem havia assim tantos…), o que sempre me cativou nesta história foi a qualidade do seu argumento aliada a personagens autênticas num mundo de fantasia. Foram centenas os monstros que por esta série passaram, mas foi a forma como as personagens com eles lidaram que me seduziu. Seja pelos seus problemas pessoais, duvidas e angustias, o Scobby Gang e companhia provou estar à altura de todos os desafios, superando-os com maior ou menor dificuldade.

A originalidade do argumento, com episódios mudos e outros cantados, e o humor sempre presente foram outros factores que me deixaram colada ao ecrã. A série nunca se limitou a uma fórmula básica de luta contra o monstro da semana, adicionando-lhe antes os mais diversos vilões e trazendo personagens secundárias que não se limitaram a estar nos bastidores a dizer uma deixa aqui e ali. As suas histórias foram vividas com a mesma emoção com que seguimos a vida da protagonista, por entre fases rebeldes, amores para toda a vida e a amizade que sempre caracterizou este grupo.

Rondando diferentes áreas, desde o sci-fi e acção ao terror e comédia, a série partiu de uma premissa teoricamente pouco apelativa (só o título já limitava um pouco a série a quem não conseguisse ver para além dele) e conseguiu entrar num ambiente muito próprio. Na pele desta heroína forte e independente, um verdadeiro exemplo do girl power que fazia um pouco falta na televisão, esta série conseguiu ir além da primeira camada, lidando com temas mais maduros que foram desde a dicotomia bom/mau aos sentimentos de perda e desilusão que qualquer pessoa enfrenta pela sua vida. Com a diferença que esta heroína trágica ainda lutava com vampiros nas horas vagas…

É a melhor série de todo o sempre? Não. Agrada a todos os gostos? Sem dúvida que não. Mas entreteve durante 7 temporadas com personagens que ainda hoje deixam saudades e com um impacto significativo na experiência televisiva dos seus fãs. Obrigada Buffy!

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