A série da minha vida: Sex and the City (por Márcia Silva)

Não lembro muito bem quando comecei a ver Sex and the City, mas a série me pegou de um jeito que pouco mais de um ano depois já tinha assistido a todos os episódios, fazendo com que a série fosse a primeira que acompanhei do início ao fim. Depois de Sex and the City vieram muitas outras séries, porém esta ainda é aquela que ficou na memória e no coração e aquela que elegi a “Série da minha Vida” e não é difícil entender por que essa série é tão boa.

Sex and the City trata da vida de quatro amigas inseparáveis que vivem poucas e boas em Nova York, tentando equilibrar a vida amorosa, a independência financeira e a carreira. Oras, mas já vimos isso antes, certo? Pode até ser, mas além de Sex and the City ter sido a primeira série a explorar abertamente temas de interesse feminino – e daí seu sucesso estrondoso –, o seriado fala de sexo, trabalho, dinheiro, moda, amor, amizade e expectativas para o futuro sem soar dramático demais, muito pelo contrário, com muito bom-humor e equilíbrio de temas, que acabam pesando mais em cada uma das personagens da série.

A começar pela protagonista, Carrie Bradshaw é uma colunista em um jornal famoso de Nova York onde levanta sempre questões interessantes sobre o relacionamento entre homens e mulheres. De todas as personagens, acredito ser a mais equilibrada e despreocupada, a cada episódio ela reflete sobre algum tema ligado a algum problema que ela ou alguma de suas amigas está vivendo no momento. Além de ser a protagonista – afinal é através de sua narrativa e comentários que acompanhamos a vida das nova-iorquinas –, Carrie é a personagem que dá liga à trama, que sustenta a série, pois é através das perguntas que ela propõe em sua coluna que o episódio é orientado, que as tramas são desenvolvidas e contadas.

Depois de Carrie, temos Miranda Hobbes, a melhor amiga de Carrie. Essa é a personagem que personifica a preocupação das mulheres com a carreira profissional. Sempre muito séria e em um ritmo a mil por hora, Miranda é uma personagem que no começo não cativa muito, principalmente por ser tom mais seco e totalmente anti-romântico – personalidade que se reflete nas roupas que usa, bastante masculinas no começo da série –, mas aos poucos a vida vai amolecendo a personagem que no fim acaba nos cativando por sua força e determinação.

Fazendo contraste com a personagem, surge Charlotte King, uma mulher romântica que apesar de ter uma ótima carreira acha que só vai se realizar no momento que encontrar seu “príncipe encantado” e construir uma família, representando outra das mil preocupações femininas de encontrar um companheiro para dividir a vida e ter uma família. Confesso que no começo achava a personagem um pouco chata por sua extrema delicadeza e fixação em encontrar um marido. Porém aos poucos a vida também atinge Charlotte que desce um pouco para a vida real onde príncipes não existem e se tornar uma personagem mais interessante.

Por último, claro, deixei a ótima Samantha Jones. Ao contrário de Charlotte, o tema dessa mulher super segura é curtir a vida adoidado e, se possível, com o maior número de homens possível. Mas ao contrário do que possa parecer, Samantha não é daquelas que roda na mão de vários homens como simples objeto. Nessa história os objetos são os homens, fazendo de Sam a personagem que representa toda a independência feminina dos dias de hoje. E muito mais de Sam do qualquer outra personagem que vem o “sex” que dá titulo à série, no começo é mesmo de se impressionar com as cenas explícitas de sexo protagonizadas pela atriz, mas se você já conhece o estilo “HBO” – algo que eu não conhecia quando comecei a ver a série – não irá se surpreender.

Ao longo de seis temporadas, muita coisa acontece em “Sex and the City”, muita coisa mesmo! As personagens passam a ganhar mais profundidade e mudam com o tempo dando um dinamismo à história super necessário para que a série não caísse na repetição – dizem que “Gossip Girl” é a “Sex and the City” para adolescentes, mas parece que essa lição eles não aprenderam da “série-mãe”.

Também é grande a galeria de homens que passaram pela série, a tal ponto que mal consigo lembrar de metade deles. Porém uma coisa é certa, dentre todos eles, não há garota que não caia de amores por Mr. Big e Aidan (este principalmente) e de raiva absoluta por Richard, Trey, Aleksandr e Jack Berger (este o mais odioso entre todos, aaaargh Jack Berger!)

São ao todo 94 episódios que foram ao ar entre 1998 e 2004. Sem dúvida a série parece datada em alguns momentos – principalmente no que diz respeito à moda da época –, mas os temas discutidos são atemporais. E aqueles que dizem que a série é coisa de “menininha” e que só trata de sapatos, baladas e cosmopolitans precisa deixar o preconceito de lado, pois no fim o tema principal de Sex and the City é a amizade, o resto vem com o pacote. E quem ainda duvida disso, assista a todas as temporadas e tente resistir às lágrimas no finale mais perfeito que a série podia ter. Foi tão lindo que eu me recuso a comentar os filmes, estes sim puros caça-níqueis que nada acrescentam à série, que destruíram tudo o que ela já havia conquistado, retrocedendo com o histórico de algumas personagens, colocando a amizade inquestionável das quatro amigas em jogo e separando casais que pareciam mais do que perfeitos um para o outro. Mas felizmente ninguém precisa assistir aos filmes para dar sentido à série, não é mesmo? Então vamos apenas fingir que não existem e nos agarrar a essa série que é abso-fucking-lutely um vício!

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One thought on “A série da minha vida: Sex and the City (por Márcia Silva)

  1. oi meu nome é cassiana, tenho 16 anos a amo a série também *—*
    comecei a assistir depois que assisti o filme sex and the city 2, aí descobri que tinha uma série e comecei a baixar para eu assistir. como você disse é muito viciante.
    adorei o seu comentario e seu blog

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