A Série da minha vida: LOST (por mfed)

Por aqui se deve começar, naquele que foi o melhor episódio ao longo de 6 longos e emotivos anos, aquele que foi durante esse período o grande amor da TV Norte-Americana, aquele que viria a ser mais tarde o reencontro mais esperado pelos fãs.

A intensidade da cena, a narrativa entre ambos, a própria maneira como foi filmada, os efeitos sonoros, nada foi esquecido, tudo foi perfeito e é ai que LOST é o que é, ou seja, consegue transmitir cenas tão reais, tão inocentes e genuínas que nos fazem sentir que estamos ‘lá’ a viver e sentir tudo o que eles passaram, tudo o que eles sofreram e toda a felicidade que sentiram. LOST é acima de tudo uma lição de como os personagens são importantes, uma lição de como evoluímos e crescemos naturalmente da ciência para a fé.

Nunca uma série tinha posto o mundo a falar a mesma língua, nunca uma série tinha tido um efeito estrondoso e arrasador numa pessoa, nunca uma série se tinha importado tanto com tantos personagens. A carga emocional arrasou tudo e todos, quem a viu e seguiu vivamente foi arrasado, as imagens intensas, as interpretações magistrais, assim foi LOST do princípio ao fim.

Uma cena que merece destaque é, pois claro, a morte de Charlie, os seus últimos suspiros antes de partir destroçaram corações, arrasaram com a nossa cabeça, arrancaram lágrimas de uma pedra, os últimos segundos da vida de Charlie para salvar Desmond e fazer parte indirectamente do seu reencontro com Penny foi um dos grandes momentos, mais um rio de emoções que muito, muito poucas séries o conseguem fazer, um rio de emoções que LOST conseguia produzir do dia para a noite.

Em 2004 surgiu pela cabeça de J.J. Abrams e produção dos inigualáveis Carlton Cuse and Damon Lindelof o que viria a ser A série da TV, aquela que iria ser sempre comentada, mesmo depois de morrer, morrer para a TV pois para nós fans ficará sempre em nossas memórias.

LOST teve momentos bons, muito bons, perfeitos, mágicos… Não, momentos maus não, não para um apaixonado por uma série que tantas emoções lhe fizeram sentir, não quando a cegueira lhe impediu de enxergar o que estava à sua frente, não quando a ciência e a lógica se tornaram em fé e destino, não quando para nós é possível mover uma ilha no tempo e espaço, tudo isso é e foi possível pois LOST não tinha limites, não para nós fieis seguidores.

Mais um grande momento, o momento de Benjamin Linus, rei e senhor dos perdidos, rei e senhor da interpretação e emoção. Ao saber que iria ser ‘banido’ da ilha, da sua ilha, o seu coração se partiu, sim ele tinha um, um bem grande, um por um bem maior. É aqui que no seu auge as lágrimas caem-lhe pelo rosto abaixo, as lágrimas de toda uma vida ao serviço da sua ilha, ao serviço da sua fé, lágrimas com um peso enorme que nos fazem emocionar e gostar mais ainda deste personagem. LOST voltou aqui a dar-nos mais do mesmo, personagens tão credíveis e humanas que nós espectadores conseguimos sentir o seu sofrimento, personagens tão reais que quase lhes conseguimos tocar.

Como é óbvio não poderia terminar sem falar do homem de fé, John Locke. Tem aqui um dos seus momentos mais marcantes, apesar de todas as cenas serem marcantes e emocionais destaco esta pois apenas da própria voz conseguimos perceber o quanto em sofrimento estava devido à fé que tão cegamente acreditava estar-se-ia a sumir e acompanhado de uma bela melodia de fundo criou-se aqui de uma forma tão simples algo estrondosamente grande.

Mas não só de actores, produtores e criador se fez LOST, um papel de grande destaque tem que ser atribuído ao fenomenal Michael Giacchino pois compôs das músicas mais brilhantes que uma série poderia ter, músicas que por muito tempo ficarão nos ouvidos dos fans, músicas com um poder sentimental incrível.

E assim foi LOST, um mar cheio de sentimentos, um mar cheio de emoções, um longo mar com uma pequena grande ilha no meio, o nosso coração, aquele que nunca esquece, aquele que sempre se lembra, aquele que guardará LOST como mais do que uma série, mais do que um argumento original, mas como uma lição, uma história de vida, um conto que poderia ser o nosso, um conto tão real e único.

Como tributo, vejam, ouçam e deixem-se levar, “Live Together, Die Alone”, pois foi isso que LOST nos ofereceu.

I’ll see you in another life, brother.

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7 thoughts on “A Série da minha vida: LOST (por mfed)

  1. Esta começou por ser uma das minhas séries de eleição, comecei a ver por mero acaso mas apaixonei-me aos poucos e poucos e a paixão virou amor, mas com a falta de respostas e apenas suspeições, nem mesmo o amor mais forte resiste e lost foi perdendo o brilho para mim, de uma maneira que nAo sei explicar, depois a falta de tempo inerente a mudança na vida profissional fizeram com que a série que no dia a seguir via sempre religiosamente fosse ficanda para trás com episódios atrasados, e hoje posso dizer que ainda n consegui visualizar o final de Lost. Qnd o conseguir talvez leia a coluna que escreveste, mas para já só comento a série.

    • é verdade que Lost teve uma quebra nas últimas temporadas, mas Lost é sempre Losrt. e esse amor nunca desapareceu. aposto que quando voltares a ver, vais voltar a gostar com a mesma intensidade 🙂

    • Boas.. Desde já um pedido de desculpa pela longa ausência nos comentários.

      Eu compreendo o que dizes, isso foi o motivo de muita gente se ter afastado, mas como digo ao longo do texto (e respeitando cada opinião claro) LOST foi muito mais do que isso, muito mais do que uma série com muitos segredos e mistérios e poucas respostas, LOST colocou as pessoas a pensar o que realmente é importante, LOST ‘mexeu’ com os sentimentos das pessoas e aqui deixo ao critério de cada um interpretar isto.

      Para terminar só posso agradecer o teu comentário e lançar-te um desafio:
      Este texto não é nenhuma review nem tão pouco tem spoilers, o objectivo é que as pessoas se lembrem daquilo que foi a série e que as façam revê-la, nesse sentido convido-te a ler o texto, a dizer o que achaste e a dizê-lo se te ajudou a ver o resto da série.

      Cumps.

  2. Esse video final é algo transcendental, tenho de tirar um tempo e rever a série de novo. Para me deliciar com os pormenores que nao vi na altura =P

    Boa review!

    • Sem duvida Sérgio.. Demorei bastante tempo à procura de um video que conseguisse fazer a diferença, que conseguisse levar os fans a identificarem-se a série, a não esquece-la e se possível que a fizessem revê-la novamente.

      Obrigado pelo comentário.
      Cumps.

  3. Fantástico texto. E depois perguntas o porquê de te ter convidado…Excelente mesmo.

    Quanto a Lost. Não foram 6 anos, foram apenas 3 para este lado. Mesmo assim, a narrativa foi muito boa, conquistou-me aos poucos e na quarta, quando comecei, apaixonei-me. Depois foi sempre à espera, da próxima temporada, da próxima semana, do próximo episódio. Lost conseguiu chegar ao fim com muitas promessas. Lembro-me de acordar às 5 da matina para ver o último episódio. Mas, vendo à posteriori, Lost pode ter deixado saudades, mas a caminhada não foi imaculada. Mas será relembrada como tal…e é aí que reside a magia da série.

    Cumprz

  4. Eu era pior, pois na 4ª/5ª temporada (estava na universidade) faltava às aulas às quartas-feiras de manhã só para ver o episódio lol..
    Assim que acordava ia sacar o episódio, via-o e só depois ia pra univ..
    Uma grande febre que tive sem duvida..

    As promessas não cumpridas, as desilusões no seu final, …, bem, meros detalhes com pouca significância, o sumo já estava todo espremido, só sobrava a casca. Não deram o melhor uso? Não! Mas da casca não sai sumo…

    Quanto ao elogio, só posso agradecer (e duplamente), tem sido sempre ao contrário, eu elogio e tu recebes, mas devo admitir, pondo-me nesse lugar não sabe nada mal 😛

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