Uma série de porquês: Glee

Diga-me lá leitor o porquê de Glee não prestar (para mim)? Aqui vai…

Nasceu para o mundo no dia 19 de Maio de 2009, quando faltavam 226 dias para acabar esse ano. E, num ano tão calminho, coitado do 2009. Ficou com aquela mancha que estragou o mesmo…é preciso ter azar.

Glee poderia ter nascido nesse dia, mas aí nasceu a Glee série. O conceito de Glee já tinha nascido há um tempinho atrás, com toda a promoção que teve, músicas para cá, muito choro, umas reviews que nada caracterizaram a série, etc…Glee é género uma bola de neve mas daquela não limpa, cheia de caganitas (para não dizer m*rda) dentro da mesma e, à medida que desce a serra vai apanhando cada vez mais caganitas (para não dizer coco), visto que os cães e as cabras gostam de ficar mais no cume da serra. E, quando a neve desapareceu, não houve ninguém que tivesse a decência de parar a bola. Assim, a neve juntou-se à lama e ficou uma mistura gira. Mas vamos começar pela bola de neve pequena que começou a descer a serra da Estrela pelo lado de Manteigas que é menos inclinado.

Criado pelos senhores Ryan Murphy, Brad Falchuk e Ian Brennan, a nova menina dos olhos da Fox antes era um filme. 3 senhores que, momentaneamente, decidiram deixar de tomar os medicamentos. Surgiu algo alucinante que eles viram como um filme. Pronto…Deus não é infalível e os erros às vezes ocorrem. É a vida…mas a vida, como nós a conhecemos, não pode pactuar com dita série. Então, os 3 senhores perguntaram à Fox: “Querem este produto que criamos depois de fumar umas coisas que o Falchuk apanhou ao lado da estrada quando vinha tratar de Nip/Tuck? Está barato…a crise também já chegou a estes lados”. A Fox, que aproveita tudo o que é bom e desaproveita tudo o que é mau (ou será ao contrário? Talvez seja…então, Firefly era boa…então é ao contrário), decidiu, também tomando parte da verdura apanhado pelo Fachuk (ou seria pelo Brennan?? São parecidos no género. São ambos masculinos) e lá disseram: “Se é para fazer asneira (nem sei se eles disseram asneira ou m*rda) que se faça do grosso (afinal era coco…masculino)”. E pronto. Nasceu Glee…género aquele rapaz que aparece num sketch do Gato Fedorento sobre carne de porco da Irlanda (se quiserem entender melhor a metáfora vão ver o sketch).

Mas, como toda a porcaria, o cheiro foi-se acentuando. Chamou-se de músicas promocionais, aquelas coisas que alguém canta com a boca à frente da imagem…Sim, porque Glee é filmado de uma forma, digamos, original: a música anda ao sabor de algum vento e chega sempre antes ou depois da boca das personagens movimentar-se. Modernices. Mas pronto. Glee nasceu para ser um filme e deu uma série. Já se sabe o que acontece quando se nasce torto e alguém vai lá dar uma marretada. Aquilo fica com a coluna partida.

Sim, porque o problema de Glee é a nível da coluna. E do coração. E do fígado, apesar de só beberem umas coisas chamadas…não sei…refrigerante, acho (e aqui estão os gases). E o pâncreas. E a prostata…Glee será masculina? Se sim, a prostata também esteve mal, com certeza. E outros órgãos que agora não me aparece enumerar…No fundo, Glee foi o que se chama aqui pelo norte “um aborto mal feito”. E já sabemos como as pessoas têm compaixão pelas coisas mal feitas.

Mas continuando, que isto ainda não acabou (e eu ainda não sustentei metade das críticas que faço, por agora estou a fazer metáforas e comparações engraçadas). Após um piloto que teve uma onda de promoção atrás muito forte, o mundo teve sorte. Glee ficou guardado para Setembro. Foi lançado por essa altura e o mundo chorou. “Oh! Há meninos que choram porque não podem cantar em vez de jogar futebol americano”… “Oh! Há uma rapariga que é tratada mal e porcamente mas se acha a melhor do mundo”… “Oh! Há uma gorda negra que é maltratada porque é…gorda e negra”… “Oh! Aquele rapaz é tão querido…e é gay…coitadinho…”… “Oh! Esta série leva-me às lágrimas…que coisa gira como o nosso sistema é caracterizado, ainda por cima quando está a dar uma série de jeito chamada FNL…”… “Oh! Eles cantam tão bem que conseguem são ventríloquos e cantam ao mesmo tempo…pessoal com talento”. Foi género estas frases que se disse, mais coisa menos coisa, por parte desse mundo. Mas então, pergunto eu: Glee é uma que? (Ouve-se duas pessoas com a sanidade mental ainda não testada a dizer “série”) Enganam-se. Glee não é uma série. Vamos lá ver porque.

Primeiro. Glee tem actores? Não. Tem pessoas a fazer de si e gajos que não sabem representar. Então. Temos o Chris Colfer, com uma personagem escrita só para si. Temos a Jayma Mays que só serve para limpar a porcaria e dar conselhos nada produtivos. Temos a Lea Michele, que tem uma personagem que é a menina em si. Temos o Matthew Morrison que só serve para mexer o rabo (e agora toda a gente percebeu como existe uma relação entre a Emma e o Will).Temos mais umas quantas pessoas que só sabem dançar, como dançarinos profissionais. Ou seja, não actores…dançarinos é o nome técnico, acho eu. Sim, tem a Sue e a Quinn. Mas a Quinn não tem tempo de cena e a Sue é género o oásis no deserto: uma actriz que está no meio de pseudo-actores, dançarinos e cantores. Glee tem actores? Não. Só os tem quando existem convidados especiais…e uma equipa de teatro é feita com actores, um filme é feito por actores, a política é feita por actores (e a política é género Glee…tem choramingas, crises artificiais e gente que não sabe o que lá anda a fazer), até uma série, vejam lá, é feito com actores. Glee começa logo aqui por não ser uma série.

Depois. Glee tem personagens? Não, apesar de tentarem fazer crer em isso. Glee tem raparigas a cantar, estereotipadas e retiradas de filmes que choram, que sofrem, mas que lutam. Rachel é a menina pequena que quer crescer mais do que pode, mas não tem densidade psicológica, não consegue sair da cepa torta de cantar e…mais nada. Rachel é a personagem tipo de todas as raparigas do colégio que sofrem. E, por isso, é tão querida. Mas Rachel só sabe cantar, não sabe fazer mais nada. Sofre e canta, chora e canta, sonha e canta, reza e canta, faz sexo…e depois talvez cante…não sei, nunca a vi a fazer isso.

Depois. Finn, o jogador que quer ser cantor. Então…isto é a Rachel com uns músculos de vitaminas e suplementos. Chora e canta, quer jogar futebol e canta, quer fazer sexo com a Rachel e canta, leva um murro e sair a assobiar pelo buraco que o antigo dente deixou. Ou seja, Finn é uma tentativa das raparigas que sofrem como a Rachel dizer: olha, ele é tão bonito e gosta daquela feia, que apanha com sumos de borla todos os dias…tomara haver homens assim. Homens que cantem e que joguem futebol americano numa escola onde a realidade é muito semelhante a isto (e isto foi um pouco de ironia).

Ainda neste lado temos a Mercedes e o Kurt. O gay e a negra…já terei visto isto? Talvez. Mercedes é a rapariga com uma voz fantástica mas que luta contra todo o mundo. Não festejou o Obama, não canta em nenhum coro de igreja e é uma seca das maiores. Serve para enlatar e deixar num canto para quando surgir um solo e fazer um brilharete. Kurt é o gay que gosta do garanhão do Finn mas que nunca o vai conquistar. E pronto…eu adoro dramas adolescentes. Vocês digam-me se alguma delas é uma Personagem? Algo que dizemos: isto sim, é alguém que sente, que procura, que luta, que responde, que pensa, que cresce. Kurt continua o gay com sonhos do início, Mercebes continua a atormentada do início, Finn continua com o conflituo interno que tinha desde o início e Rachel continua a gostar de todos os rapazes que se fazem a ela…isto será evolução?

Então, fora estes, existe a asiática que não se insere, o rapaz da cadeira de rodas que gosta da asiática mas que não quer que ela saiba (o drama, o horror, a tragédia…), temos um gajo que sabe abanar o rabiosque e não sabe o que quer, temos uma gaja com mania de limpezas mas que só faz asneiras e sujidade, temos um pai que aceita o filho como é e que luta contra isso e temos a ex-mulher que só vai à série receber o ordenado. E, depois, temos as únicas personagens da série. Quinn e Sue. Quinn porque ficou grávida e, assim, permitiu que a personagem desse um salto. Mas só isso, porque o filho poder-se-ia perder…mas saltos na realidade já poderia dar. Quinn é claramente a personagem que, apesar de loira, é a mais inteligente e profunda da série. E é desprezada…mandem a Rachel ir fazer uma cantoria e ponham a Quinn como principal. A série melhorava logo, asseguro-vos.

Sue é a única personagem verdadeira, no fundo. Com profundidade dramática, não é unicamente vilã. É o poço de comédia da série, a personagem que coloca drama, é a única personagem, no fundo. O resto canta, a Sue faz a série…e o tempo que ela está no ecrã faz com que a série seja muito curta comparada com a música.

Por agora fico por aqui. Daqui a duas semanas volto ao tema…já agora, tenho razão não tenho fãs de Glee?

PS: A minha opinião sobre a série não só tem aspectos negativos…é a maioria, mas não tudo. Próxima semana tocarei nesses

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3 thoughts on “Uma série de porquês: Glee

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