A Série da minha vida: Nip/Tuck (por Ricardo Lima)

(Antes de mais, aviso que podem ler à vontade pois não vão encontrar spoilers. Quando houver, deixo uma pequena nota. Boa leitura.)

Nos primeiros episódios custou-me habituar às personagens, criar ligações que me fizessem gostar delas e assim ganhar vontade de ver o próximo episódio, agravando o facto de alguns episódios serem arrastados, sem história que me desse vontade de continuar. Mas havia o factor compensação: o entretenimento estava lá. Terminada a primeira temporada, estavam abertas as portas para duas das melhores temporadas a que já assisti.

A segunda e terceira temporadas são as mais consistentes de toda a série. A segunda é constituída por narrativas muito fortes e o final desta, é o melhor de toda a série. Surpreendente, genial, magnífico! Até agora estávamos habituados às peripécias básicas entre Sean e Christian, aos amores e desamores e assistimos aos primeiros temas polémicos. A terceira temporada é, a par da quinta, a mais dinâmica, mas diferenciam-se na organização de narrativas. A terceira é muito ordeira, bem pensada, mas com um final, a meu ver, mais artificial e exagerado que o segundo. Mas continuamos numa cirurgia que entretém, e neste aspecto, não falha. Estava criado o meu vício pela série.

A quinta e sexta temporadas seguem-se como as piores. Com narrativas completamente desorganizadas, personagens esquecidas, um ou outro episódio mau. Nasceram muitos filhos, apareceram outros… aliás, eu sempre achei que houve gravidezes a mais. A imaturidade dos roteiros instalou-se episódio atrás de episódio. Mas apesar desta fase menos boa, continuei com toda a vontade de ver mais Nip/Tuck… a cirurgia era a mesma, e já avançada, era impossível parar. Mas enfim a “hemorragia” parara.

Começava então a sétima e última temporada. Com um início aborrecido, os episódios seguintes serviram para a diegese correr a passos largos para o centésimo e último episódio. Não foi fantástico, mas foi bem pensado, bonito.

PONTOS FORTES

Os temas controversos serviram para tornar a série interessante bizarra e polémica.

FRAQUEZAS

Aparecimento de personagens sem nexo, desinteressantes e sem rumo.

A ORIGEM DO NOME

O significado do título da série continua desconhecido para muitos fãs. A vertente médica que envolve a série ligada à cirurgia plástica, leva ao surgimento da expressão “nip” e “tuck”, que significa “puxa” e “estica”.

[SPOILER] EPISÓDIO PREFERIDO

2.09 – Rose & Raven Rosenberg

Este episódio foi dos que mais me marcou em toda a série. Irmãs siamesas nasceram unidas pela cabeça e querem, ao fim de vários anos de vida, separarem-se uma da outra. O tema aliado à banda sonora é magnífico. [Para quem queira saber a música é: Lakm – Flower Duet (opera by Leo Delibes)].

[SPOILER] PRINTSCREEN CÓMICO

Ao assistir a cada episódio, fui-me deparando com cenas que me deixavam completamente out. A partir do momento que fui convidado a escrever, já não pude apanhar printscreens para vos mostrar, mas ainda consegui este que funciona como um exemplo de humor-negro da série. Um dos temas abordados é benefícios e malefícios da cirurgia plástica. E, num sonho de Christian, Kimber arrebata uma das suas melhores frases.

Cada um que entenda como quiser…

PERSONAGEM FAVORITA

Matt. Todos os temas que estão inerentes ao filho mais velho de Sean são os que me deixam mais ansioso! Para além disso, é a personagem mais modelada de toda a trama.

PERSONAGEM ODIADA

Nenhuma específica, embora tenha detestado algumas secundárias que não tinham (falando em termos narrativos) nem pés nem cabeça.

FRASE PREDOMINANTE

Tell me what you don’t like about yourself” é a frase-marca da série. Na sétima temporada assiste-se a uma tentativa de fazer salientar essa mesma frase.

Balanço geral, foi das séries que mais prazer me concedeu. Foi uma cirurgia de sucesso, com percalços que mais cedo ou mais tarde acabam por aparecer. Deixará saudades.

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2 thoughts on “A Série da minha vida: Nip/Tuck (por Ricardo Lima)

  1. Nip/Tuck nunca me apaixonou. Não sei pelo trauma que por vezes passo depois de ter de desistir de House, mas sendo uma série médica nunca me prendeu. Reconheço que deve ter qualidades mas, sendo de um senhor que agora comanda Glee, a vontade ainda desce.

    Mas, mesmo assim, Nip/Tuck vai-se mantendo na minha lista de “must see in the future”. Porquê? Porque parece que tem um carácter crítico para com a sociedade e brinca com as situações. E porque tu gostaste da série…tudo boas razões para ver Nip/Tuck

  2. Adorei o post. Sem dúvidas é a minha da minha vida também. Pode ter temporadas fracas, mas sempre não deixa de ser um entretenimento. E adoro essa cena que a Kimber fala dos silicones no sonho do Christian. A segunda e terceira temporada foram as melhores que já vi até hoje. Parabéns pelo blog.

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