Notas da Semana – Fall Season #3 – Parte II

Como este blog cumpre (parte) das promessas que faz, aqui está a segunda parte da 3 semana das notas da Fall Season. Sem mais demoras:

Modern Family (2.02) – Bem melhor que o anterior, a série consegue dar uma boa narrativa com histórias cheias de pequenas armadilhas. Gostei bastante da narrativa da abuella da Gloria e, claro, o desenvolvimento das personagens. Ainda não regressou em pleno, mas pelo menos já apareceu mais.

Nikita (1.02) – Um episódio carregado de simbolismo e carregado de história. Nikita leva-nos numa viagem temporal ao passado de Alex e dá-nos a conhecer um pouco mais as razões que a levaram a escolhê-la como discípula. Continua a surpreender, sem qualquer dúvida.

Nikita (1.03) – Até agora, o melhor episódio da temporada. Um episódio que teve acção, teve dinamismo, teve arco principal misturado com o caso semanal, teve tensão. A roçar o perfeito, Nikita prova que não está cá para brincadeiras.

Nikita (1.04) – Claramente inferior ao seu antecessor, Nikita consegue ter mais um episódio excelente. Aqui vemos Alex a confrontar o seu medo mais mortal (a morte dos pais) e não consegue, de forma alguma, ajudar Nikita. Esta resolve dar um closure à sua primeira missão e acabar com a Red Circle. Michael dá uma ajudinha porque, até ele, começou a duvidar das intenções de Percy.

Raising Hope (1.02) – Esperava um pouco mais deste segundo episódio. A história continua interessante, mas aproveitaram mal as situações para que nos proporcionasse bons momentos de riso. Ainda assim, a parte ternurenta da série continua perfeita, não só por parte de Hope, como da avó.
Espero um pouco mais para o próximo.

Rubicon (1.09) – A estrutura do episódio começa, logo no inicio, por ser bem pensada. Isto deve-se a algo já anteriormente pensado: apresentar um pequeno gancho a qual agora o protagonista se agarra para subir na parede que tenta escalar. Para isso tem a ajuda da sua vizinha e, agora, companheira de investigação.

Este pormenor é interessante pois revela que a série tem cuidado com aquilo que nos dá. Nada é dado em vão, pois tem ou terá alguma utilidade. É essa sensação que ficou quando vejo Will, após partir a escuta, ir para casa da vizinha. Dá-nos uma sensação de continuidade muito interessante. Claro que, para além disso, temos de juntar o arco narrativo, que começa a ficar cada vez mais compacto.

Para isso, e de forma a compactar, temos pela primeira vez uma face para o mistério a partir do globo ocular de Will. A primeira deixa…claro que as outras que aparecem no episódio são importantes, mas aquela é a primeira ligação sólida.

Para além disso, temos o resto das personagens a trabalharem sobre um pano de fundo interessante. Começam-se a formar grupos, um do lado outros do outro. A batalha parece aproximar-se…Rubicon começa a ficar cada vez mais interessante.

Shit! My Dad Says (1.01) – A comédia com o nome mais estranho que já vi, estreia na CBS com William Shatner no principal papel. Devo dizer que é só por causa do Shatner e por ser da CBS que estou a ver… Foi um piloto fraco, sem essência nem brilho. Esperava mais do que um filho a regressar à casa do pai e todas as suas batalhas só para lá ficar…

Shit! My Dad Says (1.02) – Um bom episódio onde, finalmente, temos o humor da CBS bastante presente. A luta pela instalação da Internet naquela casa conseguiu criar momentos cómicos e interessantes. Fiquei mais “cheio” por ver este episódio e, sim, fica na minha lista semanal de comédias.

The Big Bang Theory (4.02) – Pessoalmente achei inferior ao primeiro. A série é, mais uma vez, um one man show do Sheldon e pouco mais dá…ao contrário do anterior, que conseguiu arranjar algo mais do que o cientista. Neste não se viu isso.

The Event (1.01) – Piloto marcado pelos inúmeros saltos temporais, utilizados de forma inteligente para conhecermos o passado de todas as personagens no momento mais oportuno. O problema é que pode confundir muita gente. Foi um bom começo, com uma base sobrenatural. Será um puzzle constante. Um puzzle que muita gente já deixou de parte.

The Event (1.02) – O puzzle ficou mais composto desta vez, menos confuso que o anterior. Marcado por pôr em ordem alguns aspectos, e criar novas narrativas relativamente interessantes, The Event continua a dividir o público, mas se continuar neste ritmo e nos apresentar histórias originais fora do que estamos habituados, será boa de ver.

The Good Wife (2.01) – Um bom caso, uma narrativa que começa de novo a formar-se e as personagens de novo a aparecer. TGW está de regresso e regressou muito bem…

The Good Guys (1.10) – Que grande regresso. Com The Who a abrir e com um caso de novo absolutamente hilariante e cheio de acção, a série regressa com tudo. Vai ser cancelada? Vai. Mas que nos dê episódios destes, que tudo isso é esquecido. Grande série…

The Vampire Diaries (2.03) – Finalmente souberam trabalhar personagens que tinham estado apagadas, tal como Matt e o seu relacionamento com Caroline. A transformação do Lockwood para lobisomem foi boa no seu início, mas cortaram o momento no final. Soube a pouco. Quem continua também com pouco, é Damon. A sua sorte não está a prevalecer. Quem regressou neste episódio foi a grandiosa Katherine. Será para ficar?

The Vampire Diaries (2.04) – Começo a ficar preocupado com o rumo que a está a levar. A primeira temporada foi dinâmica, não estiveram com meias medidas para avançar. À excepção do episódio de retorno, temos vindo a assistir a muitos rodeios, o que tem tornado a série aborrecida. Desta vez, tivemos a confirmação do amor de Kat por Stefan e o desvendar de um segredos que envolvem a nova espécie. As personagens secundárias tentaram não ser esquecidas, mas aquele churrasco foi um pretexto muito mau e não deu em nada. Não souberam trabalhar certos momentos.

The Whole Truth (1.01) – O novo drama legal da ABC que prometia uma nova visão sobre a construção dos casos judiciais. Conseguiu atingir o seu objectivo de forma exímia. Um caso de abertura interessante e que nos deixa agarrados para sabermos qual será o veredicto. O final do episódio está reservado ao que realmente aconteceu no caso que foi debatido em tribunal.

The Whole Truth (1.02) – Rob Morrow e Maura Tierney continuam a dar cartas com a sua química no novo drama legal da ABC. Novo caso, nova acusação e defesa e um twist final que me deixou boquiaberto. Qualidade e dinamismo mesmo ao estilo da ABC. Não me decepcionou.

Undercovers (1.02) – Muito inferior ao Piloto, mais um caso que não traz nada de novo ao que vemos em muitas séries. Aborrecido. O casal de protagonistas continua “feliz para sempre”, à excepção da introdução de uma nova personagem (que foi o melhor que o episódio nos trouxe): o ex-namorado de Lizzy, que promete abalar a relação.

Estou descontente. A série parecia ser diferente do que há por aí, mas pelos vistos não passará de casos semanais. Se assim continuar e se a série não acabar por ser cancelada, não sei se continuarei.

Agradecimento grande ao Jorge Pontes e ao Ricardo Lima que partilham esta coluna comigo e que, sem eles, a mesma não poderia estar assim tão completa. Um muito obrigado…

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7 thoughts on “Notas da Semana – Fall Season #3 – Parte II

  1. Acho muito bem que Rubicon tenha o destaque merecido, é bom que continue assim! lolol
    Brincadeira à parte, Rubicon está a melhorar bastante, a narrativa está-se a desenvolver muito bem, lento como nos habituou mas sem falhas.
    Nesse sentido o teu ponto-chave é certeiro:
    “…a série tem cuidado com aquilo que nos dá. Nada é dado em vão, pois tem ou terá alguma utilidade.”

    Sobre The Event, estou a gostou bastante, muito bom argumento, tudo está a sair bem e como adoro este tipo de série (mistérios e segredos) para mim tudo é um mar de rosas lool… mas não deve passar desta season 😦

    Relativamente à outra, Undercovers, nada de nada de novo, os personagens principais não têm química nenhuma, quase tudo é fraco e sem nenhuma originalidade. Aqui JJ Abrams desilude e bem!
    A única coisa positiva é se levarmos a série pouco a sério, isto é, se virmos os episódios olhando apenas para o entretenimento (boas paisagens, muita cor, algumas piadas, algumas lutas e efeitos especiais), nesse caso a série consegue entreter fazer minimamente com que tenhamos paciência para ver os outros que hão de vir. Também por pouco tempo porque tal como The Event, não passa da 1ª temporada.

      • Sinceramente não vi nada de extraordinário no piloto de Undercovers… houve muita cor e pouco brilho, com interpretações sofríveis não teve nada de muito relevante sem ser entreter minimamente.

        Porque é que achaste o piloto muito bom?

    • Claro que vai continuar. Próxima coluna já trará duas reviews ao teu gosto.

      De resto, sobre The Event, vi apenas o piloto e não achei nada de especial. Mas concordo contigo: não a vejo passar desta temporada.

      Quanto a Undercovers, estou contigo. A série é um procedural que tem o nome de J.J.Abrams porque a NBC precisava. Não tem o tema de Fringe e, por isso, não tem como escapar a monotonia. Para ver espiões mais vale ver Burn Notice, que tem a Gabrielle Anwar.

      Cumprz

  2. Respondendo a The Event…
    O que eu reparei sobre a opinião dos users por onde passei (em blogs/foruns) é que mesmo antes de começar já iria ser um fracasso.
    Principais razões:
    1) Mais uma tentativa frustrada de ser o próximo LOST
    2) Vão demorar muito tempo para dar respostas
    3) É da NBC

    O que é que The Event é afinal?
    Uma série dramática, com um género muito especifico, thriller de conspirações, nada mais.

    O que é que podemos ver até aqui?
    Um piloto muito bem conduzido apresentado de forma original, um argumento que apesar de não ser novo (hoje em dia na TV o que é que é novo novo e original afinal? Lembrei-me agora de Walking Dead mas nem sei se não apareceu já séries de zombies na TV) nos deixa curiosos e com a pulga atrás da orelha sobre o que aí pode vir, muitas conspirações, mistérios e segredos (é o género de série) que nos deixam sempre com muitas interrogações na cabeça (o objectivo é esse mesmo), os personagens à primeira vista parecem-nos pelo menos minimamente agradáveis e até convincentes, a narrativa não é das melhores, nada que nós não estejamos à espera ou que nos seus lugares não fizéssemos e disséssemos as mesmas coisas, ao contrário das do género episódio após episódio fomos tendo algumas respostas (coisa que nem estava à espera), e os finais de episódio fazem o que têm a fazer, deixar-nos sempre a ‘roer as unhas’ e com muita ansiedade para ver o episódio seguinte.

    O que é que aconteceu após o piloto?
    Não foram dadas todas as respostas e mais algumas e a ideia que me dá é que as pessoas em geral não gostam de ver séries em que respostas ficam no ar devido a muitos mistérios e segredos, as audiências caíram e bem, e como se sabe (não digas que não) para muito boa gente é um dos principais factores para se continuar a ver ou não uma série, por verem um avião prestes a despenhar-se e flashbacks acusam de ser a tal tentativa de ser LOST (e quem é fan de LOST pode não gostar e quem não é fan também não gosta) e pelo facto de os tais 97 prisioneiros não sejam ‘comuns mortais’ (ai talvez concorde mas não é nada do outro mundo, nenhuma ofensa à serie e aos espectadores).

    Resumindo, The Event faz até agora muito bem aquilo que deve fazer tendo em conta o seu género especifico e pelas razões que apresentei acima quer-me parecer que houve logo desde inicio uma má abordagem à série e aumentou após o muito bom piloto que tivemos.

    • Eu percebo a tua ideia. Mas, para mim, e apesar de ver parte de Lost aqui (acho que toda a gente percebe que, após Lost, as emissoras estão a tentar arranjar outra galinha dos ovos doirados. A dificuldade é que os americanos, como já escrevi noutros comentários, já não querem galinha dos ovos doirados, querem sim um frango com batatas fritas que se coma logo) tal como via em FlashForward e V, o que The Event poderá explorar é aquilo que tu referes no tópico “O que é que aconteceu após o piloto” e que é o lado sci-fi. Eu unicamente vejo a série a aguentar-se com estas varas, ao apostar num lado mais sci-fi e, assim, poder ser contraditória e defender-se por este lado. Será aqui, acho eu, o principal, botão para iniciar.

      O problema é que, apesar de tu referires que a série tem o lado thriller e, consequentemente, a espera pelo próximo episódio, a série não teve um piloto brilhante. O Ricardo deu 8,0; eu, por exemplo, classificaria com 7,6. E é aqui o que poderá matar a série. Pois um piloto consistente daria à série uma margem de progressão. Assim, e com um piloto bom, mas nada de extraordinário, a série ficou com as pernas partidas logo no início. Agora é difícil reconquistar audiência pois, quem largou, não voltará pois o estilo da série não permite uma entrada a meio da temporada. E torna-se difícil…a série até pode evoluir muito, mas terá sempre audiências em baixo. E quase de certeza, por causa do piloto, será cancelada.

      Cumprz

  3. A tabela espelha bem a minha opinião sobre o arranque desta season.
    O meu destaque vai para Nikita, porque tem conseguido surpreender-me através da sua historia, que não conhecia.
    A Maggie Q é uma figura que admiro bastante e penso que ela tem dado um toque especial à série.
    Como há uns anos atrás a Jennifer Garner conseguiu dar a Alias.

    Abraço

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