Notas da Semana – Fall Season #2

Antes de mais nada pedir desculpa pelo atraso. Vida universitária…Sem mais demoras, dizer que a tabela cresceu e muito e que continua com a preciosa colaboração do Jorge Pontes, do Ricardo Lima e do Tiago Duarte. Novidades? Surgiu um novo estado. Se há o sólido e o gasoso, existindo também o líquido, aqui existe a série em paragem. Percebem com a tabela. A segunda é que, em vez de agradecer nos comentários, a tabela traz quem comentou a série…e sem mais demoras:

 

Boardwalk Empire (1.01) – Drama. Puro e simples drama. Boardwalk é drama puro, com narrativas muito bem trabalhadas. O piloto é excelente, as personagens, apesar de notar alguns erros na construção, são muito bem trabalhadas e as narrativas, apesar de não serem logo “próximas” ao espectador, conseguem ter actualidade fantástica. Promete muito…

Bones (6.01) – O regresso da equipa é uma desculpa esfarrapada, mas de resto foi um bom episódio. O caso é apressado, as narrativas muito pouco trabalhadas. Tentou-se juntar o puzzle o mais rápido possível e algumas peças não encaixaram. De resto, Bones is Back.

Castle (3.01) – O caso é bom, o reencontro entre os companheiros também. Mas a série vai voltar aos casos e, por uma dupla de protagonistas, não vale a pena ver a série. Não a tempo para isso…fica para o verão, na pior das hipóteses.

Chuck (4.01) – Uma muito boa estreia. Chuck abre muito bem, com comédia muito bem trazida e acção conseguida. De resto foi um episódio muito de arrumação das narrativas, desconstruir o que se tinha criado para “estender” mais a temporada. A série, após dois anos a fazer isso, ressente-se um pouco. Claro que, com dois anos, a experiência ajuda a não se fazerem erros…

Community (2.01) – Chorei do início ao fim a rir. Community volta com um episódio de rir e chorar por mais. Se toda a temporada for, no mínimo, assim temos a série de comédia do ano encontrada…

Dexter (5.01) – Fantástica entrada de Dexter. A série dá-nos um episódio magnifico logo de entrada, com um confronto psicológico extraordinário e com uma personagem sempre em construção. Dexter is back e em grande…

Fringe (3.01) – Uma boa entrada. A série tem um arranque que prepara as narrativas. A viagem ao outro universo dá para ver que a série vai deixar, pelo menos por agora, os casos. Fringe prepara uma excelente temporada…que se concretize.

Glee (2.01) – Tenho que dar o braço a torcer e admitir que Glee teve um bom regresso. Não teve um grande adiantamento narrativo, mas para lá se caminha, embora não seja de forma estonteante. O melhor do episódio foi a introdução de 3 novas personagens muito boas (umas em termos vocais, outra em termos humorísticos). A banda sonora foi razoável e foi similar ao que nos têm habituado.

Grey’s Anatomy (7.01) – Este episódio serviu para assentar a poeira levantada no último episódio. O tema é o renascimento, renovação e mudança, do corpo, células e da própria pessoa. Desta forma, assistimos a uma alteração de comportamentos regressivos praticamente em todas as personagens. O episódio central foi bastante cliché, mas no geral foi competente.

Hellcats (1.02) – Hellcats passou o segundo episódio mas foi bem inferior ao seu piloto. As histórias continuam clichés e a única coisa boa deste episódio foram mesmo as coreografias. Quem diria que a CW fosse capaz de juntar tudo o que é cliché adolescente numa só série… Ele é adolescentes que foram excomungadas da família, ele é filhas que perdoam aas mães num estalar de dedos… O que é isto?! Espero pelo terceiro episódio. e como não vai melhorar, Hellcats vai ficar por aqui, na próxima semana. Não suporto perder 45 minutos do meu tempo com uma série que já deu tudo o que tinha a dar.

LoneStar (1.01) – Em termos dramáticos, LoneStar é, a par de Boardwalk, a série que conquista logo. Muito bem escrita, a série consegue logo nos primeiros minutos que o espectador fique preso as personagens. Depois disso é construir uma narrativa sólida, umas mudanças de ritmo boas e a série torna-se ainda maior. Será cancelada? Quase de certeza. Mas dará uma excelente primeira temporada.

How I Met Your Mother (6.01) – Início promissor. A série parece preocupar-se, logo no início, por uma narrativa mais “materna” e, por isso, a série abre novas portas. A comédia está lá, falta explorar a narrativa…vamos ver se conseguem.

Merlin (3.02) – Parece um descalabro que uma série que tenha média de 8,8 na tabela vá embora. Mas é verdade. Merlin vai dar uma volta. A série vai voltar aos casos e, para isso, não estou para ver. Serão bons casos? Sim. Mas não é isso que me entusiasma. Para além disso, e para adicionar a isto, a série tem algo que me chateia. Tem um medo contínuo de avançar, de quebrar. O episódio transacto podia trazer algo mais…deu mais do mesmo. E isso faz com que não chegue para continuar a ver.

Mike & Molly (1.01) – A nova série da CBS apresenta-se como uma boa supresa para quem procura começar uma nova sitcom. Os protagonistas são um casal de obesos que levam constantemente com piadas sobre gordos, e tentam emagrecer a todo o custo. As personagens estão inteligentemente bem pensadas. A meu ver, a série exagerou em certos aspectos, levando a uma grande estupidez. Apesar disso, o balanço dos 20 minutos é positivo.

Modern Family (2.01) – Sou eu a dar a mão à palmatória. Que merda foi esta? Mas que foi isto? Após uma temporada fantástica, Modern Family decide descansar a sombra da bananeira? Ainda por cima sem nenhuma banana que faça escorregar as personagens e dar algum ar da sua graça? Não percebi mesmo…Uma série que se portou tão bem na primeira temporada não deve arrancar assim. Será culpa do George? Veremos…

My Generation (1.01) – Não consegui ver até ao final. A série é documentário. Falta ligação com as personagens. Falta situações irrealistas reais. Falta ser série. My Generation não o é…claramente.

Parenthood (2.01) – Quando fiz o calendário da Fall Season, Parenthood ficou marcado com um asterisco. A série seria a primeira a sair se houvesse alguma nova séries (Lone Star ou My Generation) que fizesse melhor. O problema é que, mesmo com todos os planos que possa fazer, Parenthood surpreende-me. A série não é brilhante mas dá-me algo que não tenho em termos de séries: um drama familiar leve. E, assim, em pezinhos de lã, a série lá se aguenta. Foi muito bom episódio? Foi. Mas o que interessa é que divertiu.

Parenthood (2.02) – A despedida. Após um muito bom primeiro episódio a série desce um pouco. Mas não é por isso que me despeço. É por falta de tempo. Parenthood é das primeiras a cair, tal como Merlin. A série dá-me algo diferente. Diverte. Chega? Chega. Se houvesse tempo.

Raising Hope (1.01) – Mais uma boa surpresa desta Fall Season. Para além de estar na Fox, esta sitcom é diferente das existentes. Demonstra a realidade medíocre de uma família sem possibilidades. O elenco presenteia-nos com personagens muito engraçadas e situações básicas, mas outros pormenores que não lembram ao diabo!

Running Wilde (1.01) – Comédia da Fox também que se portou muito bem. A série mostra, no seu irrealismo, uma crítica, primeiro, a sociedade actual. Depois consegue ter uma narrativa inicial muito sólida. E, claro, a falta das gargalhadas de fundo ajudam a conquistar. Running Wilde portou-se muito bem.

Rubicon (1.07) – Num episódio claro de transição, a série dá-nos mais motivos de suspeita. O episódio foi interessante, principalmente para ver um pequeno crescimento das personagens secundárias. De resto, temos Will a desconfiar de tudo e de todos e, assim, a cometer erros que parecem passar por sorte à vista dos conspiradores. A série preparou terreno, mas fez pouco mais que isso. Mesmo assim dá-nos um excelente episódio sobre o signo da sabedoria. Will precisa de ser muito mocho nesta altura…

Rubicon (1.08) – (Esta será uma review mais rápida…). Dividida em três narrativas, Rubicon consegue ter um muito bom episódio. A série vai construindo as personagens a medida que constrói as narrativas e isso torna a dinâmica da mesma ainda melhor. Não me parece que seja renovada, mas vai continuar a crescer…

The Big Bang Theory (4.01) – Sheldon. Houve Sheldon houve risos. Howard também esteve muito bem, mas a equipa, tal como todos que vêm a série, já sabem que a dupla Sheldon e Penny é que comandam a série. E TBBT, ao apostar nesta dupla, deu-nos um muito bom episódio.

The Vampire Diaries (1.02) – Episódio muito inferior ao anterior, não trouxe nada de novo para além da intensiva exploração da personagem Caroline (parece que estivemos presente ao tutorial “como se comporta um recém-vampiro para totós”). Da Bonnie foi mais do mesmo, do Tyler foi mais do mesmo, da nova espécie foi mais do mesmo. O único aspecto positivo foi a introdução da história do talismã, o que é que sairá dali?

Undercovers (1.01) – A nova promessa da NBC está a dividir opiniões. Uns acharam genial, outros acharam muito fraco. Eu pendo-me para os que acharam excelente. Óptimas situações caricatas, óptimas situações de acção, originalidade… Enfim, quase perfeito. A premissa não promete muito, mas se continuar a entreter desta forma nada enfadonha, terá o meu voto de confiança. O que me preocupa são as audiências, que estão em baixa.

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