FlashForward – 1st Season

Foi com FlashForward que a minha aventura pelo mundo da televisão americana deu um enorme salto. Através do meu melhor amigo que via, no canal Five, inglês, a série, ele colocou-me o bichinho e fui acompanhando a série (adquirindo-a) até ao seu fim.

Acho que os leitores ou os que acompanham o Portal de Séries e mesmo para aqueles que não sabem, achei FlashForward uma autêntica perda de tempo. Foi má e não gostei do rumo que os produtores e argumentistas deram à série. Não duvido que tenha sido uma produção caríssima, que levou tempo, mas há limites para aquilo que fazem.

Comecemos, então, esta viagem pela (extensa!) primeira temporada.

A série começa uma catástrofe a nível mundial: toda a população, por 137 segundos, no dia 6 de Outubro de 2009, apaga e as suas consciências são transportadas para o dia 29 de Abril de 2010 (6 meses depois). Até aqui, a história parecia cativar, parecia agarrar. O pior da temporada veio depois… como iam parar a série daí a 10 semanas por erros técnicos e porque os argumentistas se sentiam demasiado pressionados (nem comento), a ABC arranjou forma de dar um bom cliffhanger ao décimo episódio e fazer o espectador desesperar pela conclusão da história. Ora, se as audiências, na primeira parte, desceram a pique, na segunda parte, então… Houve uma subida ou outra mas nada de muito significativo.

Devo referir que o locutor promoveu a chegada dos novos episódios de FlashForward, em Março, dizendo: “The best episodes of FlashForward are coming in 2010.”. A questão aqui é esta: “porquê, só os melhores, em 2010 quando em 2009 deveríamos ter tido episódios quase perfeitos?”.

Depois de termos observado a reviravolta que houve com Janis a tornar-se uma agente tripla, com Lloyd Simcoe e Simon Campos a explicarem, cientificamente, como tudo aconteceu, o aparecimento de Gabriel McDowell que parecia ter as respostas às perguntas impostas e depois, temos o final tão esperado: outro blackout e ficamos sem saber se Mark morreu (de certeza que não porque Charlie procura-o, mais à frente no Futuro), temos finalmente os homens da máscara à procura de Mark para o matar e tudo culmina aqui. Eu estava a ver o final e a ver o tempo passar e a dizer: “falta pouco tempo, não vão dizer tudo…”.

Quer dizer, concluíram a história e não a concluíram ao mesmo tempo… Se uma série está para acabar, ao menos dêem um final decente que responda a todas as questões.

A meu ver, a série tinha começado com uns simples 10 ou 12 episódios como V começou. Eram poucos mas a história tinha uma direcção, tinha um limite, tinha um objectivo. Em V, as personagens cresceram. Em FlashForward, não. Sinto que, entre o piloto e o final, nada se passou… ficou um vazio… Uma série com a envergadura de FlashForward devia ter sido planeada muito antes. Tinham dado uma direcção a cada episódio, tinham dado uma direcção a cada personagem, tinham direccionado a história para um clímax. Porque raio Lloyd e Campos disseram que tinham causado o apagão quando toda a gente (leia-se espectadores) pensava que tinha sido uma organização qualquer? Só aí perdem pontos, perdem audiência e nota-se que foi tudo feito à pressa, sem pensar. Prejudicou.

Não vou bater mais no ceguinho porque não vale a pena. Teve uma boa produção, um elenco razoável e uma história boa, horrivelmente mal explorada.

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