Outlaw – Apresentação

Jimmy Smits pode ser muito bom. É verdade que é…viu-se, por exemplo, quando encarnou Miguel Prado na terceira temporada de Dexter. Mas Jimmy Smits é mentiroso. O acto de representar é mentira pura, digam o que disserem. Por isso Jimmy Smits mente bem. Às vezes tem uns percalços. Por exemplo quando diz: “Outlaw is not a procedural”. Jimmy Smits é um excelente actor. Que por vezes mente mal…Outlaw é um procedural. Diga Jimmy Smits o que disser.

Nos meandros da justiça, os corredores são cheios de balanças desequilibradas. Os casos de justiça são uma guerra onde não há certezas. Há vitórias. É um desporto onde quem souber utilizar melhor os jogadores e ter uma melhor táctica ganha. Ponto final. A sorte é quando um jurado gosta de uma pessoa. O resto são golos que entram depois de baterem em 22 pernas e golos que se falham a frente da baliza. Nada mais…E, desportos à parte, esta é negociada com balanças desequilibradas e vendas mal colocadas. A justiça dos homens nunca foi perfeita. Nunca será. A divina também não…mas, claro, tanto a divindade como nós tentamos atingir a perfeição. A diferença é que Deus está e esteve sempre mais próximo.

Outlaw insere-se naquele tipo de séries que procura a perfeição. Entra num paradoxo por causa disso: tenta encontrar a justiça perfeita com elementos imperfeitos. Pega em Cyrus Garza, um juiz do supremo tribunal que decide retirar a venda e as algemas que o cargo lhe traz e decide ir lutar. Tentar vencer pelo sistema, diz ele…desculpem a tosse bruta, mas o sistema não é causa da luta que faz com que Cyrus volte a ser advogado. O que ele quer é ganhar respeito do falecido pai…sistema uma treta.

A série tenta impingir noções de moralidade sem que seja necessário. A personagem fica muito melhor se fosse um pouco hipócrita, um House anão (em termos de densidade) mulato dos tribunais. Assim é um menino que procura justiça por tudo e todos. As senhoras digam de sua justiça, mas para mim Jimmy Smits não tem corpo de Miss Universo. Assim sendo, e com a série a tentar dar-nos uma pessoa toda bonita, uma Floribella sem cabelo, a série começa a perder interesse.

Perde ainda mais interesse porque é um procedural puro e duro. O caso é algo que começa por ser estúpido. Deixam um juiz decidir que ele vá a tribunal, sendo o irmão advogado de defesa, que o juiz que disse para o caso regressar a tribunal se demita e, logo de seguida, pega-se no mesmo caso que tinha mandado de regresso ao tribunal. Desculpem, mas se a justiça dos States é assim, a nossa não está tão má como isso.

Depois há a tentativa de impingir um arco. Desculpem, mas aquele final não me deixou a desejar pelo próximo episódio. Pareceu algo mal cozinhado e que foi servido sem sal. Uma comida feita por mim, no fundo…E, por isso, Outlaw vai dar um passeio. As meninas são bonitas, mas uma já está comprometida logo no piloto (nem deixam que haja tensão amorosa…por favor) e outra é bissexual. Não que me queixe, mas está muito longe. E a Yvonne espera-me dia 20.

Outlaw é um procedural. Jimmy Smits merecia mais. Mas, para quem tenta impingir aquela mentira, agora que se aguente…

Anúncios

One thought on “Outlaw – Apresentação

  1. Para mim, não funcionou. Já ia com as expectativas baixíssimas e o piloto mostrou isso. Garza pareceu-me um puto de 14 anos que se revolta contra os pais… Mas que raio é isto?

    Jimmy Smiths é bom mas afundou-se. A história, só por si, é má, sem qualquer cabimento. Uma seca. Argh!

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s