Análise: Temporada 2010/2011: Expectativas (Mary Barros) – Parte II

E cá está a segunda parte das expectativas da senhora Mary, mais conhecida como Lady Drama Teen. Mas a vida da menina brasileira é muito mais que isso e, por isso, aqui fica o resto das opiniões.

Ambiciosos e por vezes nada desejáveis são os dramas médicos, digo ambiciosos de maneira despretensiosa naturalmente, mas ainda sim eles tem sua parcela de sucesso e fracasso, principalmente no último fall season. House entra em seu sétimo ano, aquele que torço fielmente para que seja seu último, afinal não só o Hugh Laurie está cansado e com dores de tanto mancar, eu também estou cansada de vê-lo assim ou de qualquer outra forma. A série entrou num ciclo ousado demais após alterar toda a estrutura da equipe do Dr. mais excêntrico da telinha, sendo assim a dinâmica e inteligência da série foi gradualmente pelo ralo, na minha humilde opinião claro. Abandonei os episódios em sua reta final e pretendo realmente assistí-los antes do início da nova, mas uma coisa eu digo: estou com a expectativa Baixa e nem o vicodin parece me ajudar a amenizar a dor pungente.

Pelas terras da Tia Shonda Rimes, criadora do drama/novela médica Grey’s Anotomy e posteriormente do spin-off Private Practice. Grey’s que estreou no mesmo ano de House, mostra alguns sinais de desgaste também, que mesmo com a renovação de seu elenco e saída de uma personagem intragável Izzie Stevens, interpretada pela Katherine Higel, que nitidamente colocou sua carreira na tela grande acima de tela pequena, parece não ter o mesmo desempenho de sempre. Não consigo dizer se após o estupendo season finale minhas esperanças com a série estão Moderadas ou Elevadas, porém uma coisa eu sei: Tia Rimes sabe o momento certo de começar o incêndio, agora resta saber se ela dará boa continuidade ou deixará as chuvas de Seattle apagarem a chama da equipe.

Com Private Practice fica complicado de avaliar, pois a única razão de assisti-la é pela talentosa Kate Walsh, que mesmo carregando a protagonista Addison, já percebe-se o desgaste do núcleo que a rodeia e também a fraca história, que mais parece trama de novela das sete do que outra coisa. O último finale teve cara de encerramento, pois alguns ciclos finalmente se fecharam e outros se abriram, mas estes que se abrem não trazem expectativa alguma, sendo assim PP está em Baixa comigo.

Minha grande desilusão foi com o gênero que sempre me identifiquei, naturalmente por causa de sua pessoalidade: Dramas Familiares, aka Brothers & Sisters, cujo trabalho de Greg Berlanti em Everwood me trouxe o aval para acompanhar a tão bagunçada e barulhente Família Walker. Ao contrário de Everwood, B&S me sensibilizada de outra forma, talvez pelo senso familiar que sempre transmitiu ao longo de sua trajetória e eu como uma pessoa “muito família” sempre consigui me identificar, porém com a última temporada me senti arremessada numa teia confusa e mais bagunçada do que o habitual, afinal o bagunçado quando bem estruturado passa a ser interessante. Meu descontentamento foi tamanho que não desejei sua renovação,alias seria muito mais digno encerrar na última, porém com as incessantes notícias da saída de alguns atores/atrizes e mudanças na trama, fica difícil esperar algo positiva, ficando assim em Baixa, mas esta é uma série que eu nunca abandonaria.

Fox aposta num novo drama e com LoneStar vejo algumas possibilidades, mas acredito que não haverá uma linha que a divida, pois ou ela será um total sucesso ou total fracasso. Apesar do canal ter a fama de criar protagonistas excêntricos, a história de um homem que vive uma vida dupla (milagre ele não é espião) parece ser um mero clichê, porém me arriscarei mesmo estando em Baixa.

Mudando totalmente o gênero, segue aqui a malta (como vocês dizem) das séries que mais me deixaram intrigadas: Chuck e Fringe. Engraçado que Chuck tornou-se um culto protecionista dos fãs e chuto dizer até do próprio elenco e equipe, pois não há outra série atualmente que mais brigou por sua permanência. Isto me faz feliz , pois a série lutou sua própria batalha e a venceu com bravura. Sempre tive expectativas com o nerd mais galante e a espiã mais sexy da tv atual e estes nunca me deixaram para baixo, pelo contrário, a cada encerramento, Elevava minha expectativa, pois sei que encontrarão formas de reeiventar a série, mesmo quando parece esgotar as possibilidades. Chuck pode ser 2.0, 2.1, 3.0 ou XX, estarei sempre com meus pompons torcendo por seu sucesso.

Fringe nos arremessou numa magnifíca dimensão de soberbas atuações, sincronismos e principalmente no desenvolvimento de sua trama principal, esta muito bem estruturada após um início sem ritmo da temporada. Parei de assistir Fringe noterceiro episódio e fui recuperar o tempo perdido quando esta chegou ao season finale, sendo assim, vi mais de doze episódios corridos e só me fiz pensar: como fui estúpida de tê-los abandonado!. John Noble traz com o Dr. Walter Bishop uma das personagens mais incríveis já transportadas e isto digo em suas duas realidades, provando quão injustiçado o Emmy sempre será por não nomeá-lo. Naturalmente minha expectativa pega carona para a outra dimensão de maneira Elevada.

Arriscando-me a ter a dignidade abalada, confesso meu maior pecado: não conseguir largar Smallville. Sim, acompanho a série desde de 2001 e em diversos momentos a mesma pedia o próprio abandono, pois ficara marginalizada em sua existência terrena e extraterrena. Fechando um clico, as aventuras do garoto da fazendo chegam ao fim com o seu décimo ano. Agora confessar o que me faz efetivamente assistir a série? Não, não é o Tom Welling e seu abdómen definido (que nem aparece por sinal) e sim a atuação de Erica Durance como a irreverente Lois Lane, alias é nítido que a atriz potencializa a falta de talento dele quando estes contracenam juntos, então sim, o motivo é por que sou shipper do casal. Grau de expectativa? Nenhum né, desculpe mas estamos falando de Smallville. Grau de expectativa? Moderado beirando o Baixo, mas quem sabe por ser a última temporada impressione.

Outras duas novatas que irei me arriscar são The Event e The Walking Dead, porém a primeira fico em Baixa, pois parece me novamente uma tentativa de criar um evento mirabolante para pegar rabeira no sucesso de Lost e isto vimos que FlashForward não conseguiu e mesmo V que teve uma leve aceitação, não preenche a lacuna, apesar da diferença na temática. Já pela AMC, Walking Dead me deixa ansiosa ao trazer seus zumbis cedentos de cérebros humanos, mas uma coisa eu já percebo: a série facilmente trará a qualidade que sabemos que o canal tem, a exemplo de Mad Men e Breaking Bad. Walking Dead deixa Elevada a ansiedade ao trazer seus….

Continuando nos dramas da tv a cabo, que cada vez mais me fazem perceber que são superiores aos da tv aberta, temos Dexter e a nova produção da HBO, Boardwalk Empire. Outra agradecimento que tenho que fazer publicamente ao dono do IP é:”Obrigada por me indicar o Serial Killer mais venerado do século XXI. Minha maratona com a série tem sido um dos melhores momentos e não vejo a hora de me atualizar totalmente para poder acompanhar a inédita temporada. Expectativas? Todas possíveis. Já a HBO tem toda a moral com seus telespectadores, afinal tudo que produz reluz maestria, a exemplo de suas mini-séries e famosas séries como The Sopranos, Sex & The City, Six Feet Under, entre outras. O simples fato do piloto ser sido dirigido pelo mestre Martin Scorcese já é garantia de supremacia, mesmo que não consiga me cativar dali pra frente, sei que terei uma verdadeira pintura televisiva.

Bom acho que fico por aqui e novamente agradeço a oportunidade de compartilhar minha opinião sobre o nova e aguardada temporada de séries.

E eu retribuo o muito obrigado. Como viram a Mary é magnifica, sempre com a sua visão pessoal e única. Claro que, assim sendo, pouco resta a acrescentar. Unicamente que venham cá amanhã, visto que amanhã temos o novato, mas excelentíssimo, Ricardo Lima.

4 thoughts on “Análise: Temporada 2010/2011: Expectativas (Mary Barros) – Parte II

  1. Compartilho o mesmo “sentimento” em relação a Grey’s Anatomy. Nem sei mais o que esperar. Espero que não apanhes spoilers de Dexter enquanto não acabares a maratona. E boa sorte para não teres um ataque qualquer :p

  2. Quanto a House nem terminei a T6. Sempre adorei House mas está a ficar mais do mesmo. Quero ver se tenho vontade e, no próximo Verão, pego decentemente nestas duas temporadas.

    Para Grey e Private estão moderadas. Tiveram temporadas irregulares e algo novelescas e não gostei de alguns episódios. O final salvou-as.

    Ainda estou a decidir se vejo LoneStar porque, para já, não é uma história que me chame e, depois, não é uma história fácil de se construir.

    Fringe, The Walking Dead, Dexter e Broadwalk Empire têm expectativas altíssimas!

    The Event estou com tu: expectativa baixa.

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