Análise: Temporada 2009/2010 (Filipa Silva)

E a pedido do Aguerra aqui vai uma dissertação sobre a temporada passada. Devo avisar que devido à falta de tempo a quantidade de séries seguidas não são muitas, infelizmente contam-se com os dedos de uma mão, já passou o tempo em que o imenso tempo livre era dedicado às séries. Ora bem então as séries das quais falarei são 90210, Grey’s Anatomy, Glee, Friday Night Lights e Chuck.

Começando por 90210 nunca foi uma grande série, mas se inicialmente viveu da fama da série original conseguiu em certa altura ganhar os fãs da actualidade, a verdade é que as mudanças de personalidades que certas personagens sofrem são por vezes drásticas demais e muitas vezes sem relação prévia com a personagem. A introdução de Jasper foi por tempo em demasia, foi arrastada tempo demais, as desavenças entre determinados casais por vezes irritaram, a insistência em Jen também assim como as referidas mudanças de personalidade nomeadamente a de Mathews. Por outro lado a introdução de Teddy bem como a de Ivy e o seu aumento de protagonismo foi benéfico. Resumindo mais uma temporada ao seu nível, não se pode esperar também muito da série, apenas o mediano.

Grey’s Anatomy já nos habitou a óptimos momentos, a grandes episódios mas este temporada tirando alguns episódios teve a um nível mediano, faltou-lhe grandes casos médicos que nas temporadas passadas nos emocionaram, focaram-se por vezes demasiado tempo nas relações amorosas no hospital descurando um pouco o aspecto clínico. Mas apesar disso ver Grey’s consegue despedir-se da melhor maneira com um dos melhores episódio que tive possibilidade de assistir, episódio esse que fez o coração pular de emoção para emoção, pena, raiva, tristeza, stress a cada minuto que passava. As expectativas são que Grey’s comece da mesma maneira que terminou.

Chuck apesar dos meus receios iniciais, confesso que estes foram totalmente esquecidos ao longo do tempo, agradou e muito. A entrega de super poderes ao trapalhão Chuck assustava-me afinal de contas era esse jeito que fazia eu gostar tanto da série, era a maneira de ser de Chuck que me fazia olhar a sério com outros olhos. Mas esse jeito afinal de contas não foi perdido, mesmo com poderes a essência de Chuck continua lá e para ajudar à festa ainda tivemos a junção de um dos meus casais favoritos Chuck e Sarah, o que digamos já não era sem tempo. E a terceira temporada de Chuck cumpriu com tudo o que prometeu, e foi uma excelente temporada. Tive foi muita pena da morte do pai de Chuck sempre pensei que este voltaria mais tarde, mas como em tudo uns vão outros entram e a chegada da filha de Casey pode desencadear novos rumos para esta personagem que não deixa de ser interessante a possibilidade de ver o lado mais humano de Casey.

Glee, confesso que continua sem perceber a razão de tanto êxito de Glee. Mas para já é obra o sucesso da série logo no primeiro ano, é certo que o formato em si é inovador, é certo que há lá gente com talento, mas falta muita coisa. Falta por exemplo personagens mais cativantes, historias mais sensatas e com pés, mãos, tronco e tudo o resto a que temos direito. Não considero a temporada má, mas para mim foi mais uma, uma que se ficou pelo mediano. Historias como a gravidez de Quinn, mas será que nos nossos tempos ainda existe alguém como Finn? Ou então alguém como Will? Histórias que tem de ser muito melhoradas, personagens que tem de ser igualmente melhoras. Mas as cantorias foram interessantes, e assim com a Sue Silvester e os convidados.

Friday Night Lights, sou muito suspeita para falar desta série, simplesmente a cada temporada que passa me consegue apaixonar mais. Personagem vão, personagem entram, mas o carisma mantém-se o mesmo, nesta temporada tivemos óptimos episódios, e alguns bons, mas o balanço é muito positivo. As novas personagens e os novos dramas do outro lado da cidade até então desconhecido foram interessante, Vicent conquistou em pouco tempo. E é nisso que Friday Night Lights é bom a modelar-se, as personagens mudam-se, o palco central também mas a essência mantém-se: drama emotivo realista, e para mim é isso a série. Passou-se da luta de um campeonato para a luta de ganhar homens, uma equipa capaz de trabalhar como um todo, e nada melhor que o Coach Taylor para o conseguir. Para quem não conhece um conselho não percam tempo.

E, claro, amanhã não percam o meu grande amigo e excelente escritor Tiago Duarte. O senhor HBO promete muito…e cumpre sempre. E um muito obrigado gigante a Filipa.

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Esta entrada foi publicada em Temporadas Televisivas por Filipa Silva. Ligação permanente.

Sobre Filipa Silva

Comecei esta aventura de escrever já a alguns aninhos atrás ainda no antigo Portal de Séries e a verdade é que o que inicialmente era visto como um pequeno hobbie foi ganhando o seu lugar próprio. A primeira série que tive o privilégio de seguir religiosamente foi MacGyver, e a partir daí muitas outras se seguiram. Para além de MacGyver, séries como Friday Night Lights, Lost, Prison Break e Chuck fazem parte do meu baú de recordações. Atualmente e devido a alguma falta de tempo são poucas as séries que tenho o privilégio de seguir, mas a eterna Grey’s, TVD, OUAT fazem parte das escolhas. Para além das séries e da escrita outra das minhas paixões é o desporto e viajar.

One thought on “Análise: Temporada 2009/2010 (Filipa Silva)

  1. Quanto a Grey’s não acho que a próxima temporada comece tal como acabou. Pelo contrário.
    Quanto a Glee, acho que vai ser mais do mesmo.
    Mas hei-de ter aqui um espaço pra explorar isso melhor 🙂

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