Notas da Semana – Summer Season 10

De novo um pedido de desculpas pelo atraso, mas a partir de agora, visto ter voltado a casa, já não deverão ocorrer mais contratempos. E aqui vamos as notas…

Better off Ted (2.12) – Guardados por malta australiana, estes dois últimos episódios de BoT aparecem aqui como uma surpresa bem guardada. Eu sabia que havia dois episódios não transmitidos, mas a minha felicidade foi saírem neste final de verão. Faz-me recordar a série e, claro, ver uma excelente comédia. Assim sendo, e como não “comentei” os episódios anteriores, ficam só para recordação as notas destes dois últimos episódios da série.

Neste temos aquilo que fez BoT das melhores coisas em termos de comédia do ano transacto: conseguir fazer rir naturalmente. Todas as narrativas são pérolas pequenas que se vão deixando aparecer, com construções hilariantes e cenas de chorar a rir. Um episódio de BoT, do principio ao fim.

Better off Ted (2.13) – Parece que é o final, mas a série não se despede sem um último beijo. De resto, o episódio foi de novo muito bom, talvez um pouco inferior ao anterior, mas a conseguir mostrar o que BoT é: uma das melhores comédias que passou nos últimos anos. Acaba ingloriamente, mas cheio de glória. E é isso que interessa.

Burn Notice (4.10) – A série aproxima-se do final e isso nota-se. Um bom caso com desenvolvimentos interessantíssimos a nível do arco da temporada e da série. Mais um episódio de Burn Notice que, apesar de não encher as medidas, deixa o espectador satisfeito.

Covert Affairs (1.05) – Aleluia, é caso para dizer. A série consegue, com este caso, fazer algo que vinha pedindo à algum tempo: misturar uma narrativa do episódio para o arco da temporada. Assim ganhamos um sentido de continuidade que nos faz desfrutar melhor da série. Esperamos que a série continue a apostar neste tipo de situações, apesar de haver um pouco cliché à mistura.

Covert Affairs (1.06) – Este foi o episódio que mais gostei da série. Conseguiu misturar um bom caso com algo “extra-episódio” mas que nos dá uma noção de continuidade e de aproveitamento de personagens, algo que a série começa a descobrir. Faltam ainda alguns pormenores, mas CA tem dado passos consistentes. E é isso que se pede a uma série nova mas que vive numa área tão armadilhada.

Hung (2.07) – Melhorou, mas nada de brilhante surge. Os episódios continuam a bater na mesma tecla e, assim sendo, os erros cometidos são cada vez mais “estúpidos” e repetitivos. Falta algum brilhantismo. Tal como The Big C é a última oportunidade que a série tem…

Hung (2.08) – A trama avança mais um bocadinho e é isso que lhe safou neste. Continua com a cabeça metida na guilhotina, mas se for dando episódios destes vai-se safando. O pior é que não vejo o que venha ai…acho que vem pior que estes. E isso será o final.

Lie to Me (2.18) – Não vou dizer mais nada para além de: Lie to Me é o melhor procedural da actualidade. Provas? Aqui, ali e acolá. Este foi mais uma prova provada disso.

Persons Unknown (1.10) – Eu digo a verdade: só aguento a série por causa de estar a chegar ao final. Pois, de resto, os erros são fartos e demasiados, a narrativa muito empenada e irrealista demasiado, as personagens nada consistentes e a história péssima. Este foi, para mim, o pior episódio da temporada…é caso para dizer: só faltam três.

Royal Pains (2.10) – De novo um episódio bom, sem a chata da namorada do Hank a chatear e, por isso, com a série a exibir um ritmo ainda mais fluido. E, claro, todos aqueles pseudo-arcos que a série constrói, como a Dyvia e o seu casamento, a Jill e a sua paixão pelo Hank e o grande Evan com a sua namorada (muito gira, por sinal…o rapaz tem muito bom gosto) tornam a série mais interessante.

Royal Pains (2.11) – Emily aparece e a narrativa parece que fica bem pior. E ficou mesmo. A doutora não consegue cativar, apesar da bonita actriz que tem por de trás…volta Jill! De resto, há um bom par de casos, com a nova menina bonita da série a demonstrar mais beleza e o Evan a agradecer…dizer que o Evan faz-me partir a rir. Quanto ao pai dos irmãos, podiam acabar com a fantochada. Já chega…

The Big C (1.01) – Dúvidas. É assim que coloco a série. Não é má, mas também não é brilhante. Assim sendo, e com uma narrativa muito parada, fica na corda-bamba. Talvez aguente devido à qualidade. Mas não nada brilhante…nada.

True Blood (3.09)“And now the weather…Tiffany?” Para mim este foi o melhor episódio de True Blood pois teve tudo o que pretendo da série: uma boa narrativa encaixada em pormenores “morais” que fazem a série crescer ainda mais. Fazendo a análise à primeira, que para mim é a menos importante, temos avanço em todas as narrativas e encerramento, até, de algumas, como o vampiro psicopata que já andava a chatear. Grande homem que se está a tornar o Jason. Depois temos, do lado da Sookie, mais um salto no mistério. A série está a saber guardar os seus segredos dentro das personagens e vai ser interessante quando tudo sair cá para fora. Falta aqui falar do Erik, que agora pode deixar de ser sueco e atacar como um iraquiano o seu “Rei”. Já terá sido exilado? Isso não sei, só sei que vai haver atentado. Vamos ver quais são as baixas.

Quanto a termos morais, o episódio tem pormenores fantásticos, mas essencialmente o discurso da minha nova personagem favorita. Russell ganhou a minha adoração naquele discurso, colocando à vista do mundo as falhas do ser humano. E é isso que me fascina ainda mais na série: num punhado de frases bem-mandadas dá-nos uns “cachaços” bem dados. Pois, estando a sociedade humana virada mais para o lado do sangue verde do que para o sangue vermelho, o que nos afasta dos vampiros? Duas coisas: dormirmos à noite (excepto alguma malta que passa as noites em festas…mas isso já são vampiros. Só lhes falta beber algo chamado Tru Blood) e não conseguirmos arrancar a espinha com a mão. De resto a sociedade está cada vez mais vampírica. True Blood é uma série que desde de o início pretende e consegue dizer isso. Mostrar as desigualdades na sociedade, os defeitos. E aquelas frases transmitem isso mesmo. Encheu-me completamente as medidas. E, claro, aquela transição para o tempo…como se nada se passa-se. Brilhante.

E já me estendi demasiado. Mas foi preciso para dizer o porquê de este ser, para mim, o melhor episódio da temporada e um dos melhores da série. E vida longa ao rei!

True Blood (3.10) – Inferior ao anterior, a história das fadas a chatear. Não me irei estender muito mais, só referir que a série consegue, de novo, manter um bom nível, mas nada de brilhante. E, quando parecia trazer embalagem segura, esperava-se mais. Agora é esperar pelo regresso brilhante…Ah! E o Jason a crescer a olhos vistos. Já merecia.

White Collar (2.05) – A série continua numa “onda boa” mas dá pouco mais que isso. O caso é interessante, os mecanismos como a série funciona também, mas falta algo mais. Se a nova menina bonita continuar talvez o problema fique resolvido…talvez.

White Collar (2.06) – Com um caso muito mais emocional que racional, a série dá-nos bons momentos, com aqueles pequenos detalhes que conseguem mudar o caso. Assim sendo, e tendo todas as partes participando, este caso conseguiu utilizar todas as potencialidades da série, conseguindo assim tornar-se ainda melhor que o anterior. E a advogada é uma beleza (sinto falta da Yvonne e isso reflete-se…).

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5 thoughts on “Notas da Semana – Summer Season 10

  1. Em relação a CA, a série tem-me deixado supreso. Nunca pensei que uma história tão simples viesse dar em tantos tentáculos! O USA sabe o que faz e está a ganhar pontos na minha consideração a todo o gás!

    White Collar é outra que me tem superado as expectativas. Com uma temporada de qualidade não consigo esperar pelo episódio seguinte tal é a ansiedade.

    True Blood teve bons episódios mas agora não os tem. Não sei que raio é que Alan anda/andou a fazer. Chateia-me que tenhamos tão boas narrativas e personagens interessantes que podem ser levadas ao extremo e depois nem são aproveitadas nem para o sexo. ARGH!

    Royal Pains já partiu para o Summer Finale. O episódio 12 é o melhor da temporada, a meu ver. Os restantes são bons: refrescam com o caso semanal e junta-se uma pitada de amor/romance e são 40 minutos bem passados.

    P. Unknown deixei de ver. Não valia o meu tempo. Fartei-me.

    The Big C continua interessante. Faz-me sorrir pelo optimismo. Faz-me levar a vida com optimismo.

    • Não vejo tanto potencial e “tentáculos” em CA. A série é boa, mas acho que não tão boa como a pintas.

      White Collar segue a mesma orientação. São bons, mas também nada de brilhantes. Ao contrário de True Blood, que estou a achar fantástico. Esta semana estamos de contrários.

      Royal, apesar de não estar aqui, também não achei o final fantástico. Foi muito bom…a série também não consegue atingir mais.

      Quanto a The Big C, fartei-me. Gosto de drama…optimismo não entra nas minhas escolhas 😛

      Cumprz

  2. Das séries que eu vejo, Persons Unknown e Rubicon (Sherlock ainda não vi :P)…
    A única coisa que interessa mesmo é saber o que raio é o programa e para que serve, para não spoilar nada vamos ver se obteremos essa resposta da series finale.
    Sobre Rubicon, continuo a gostar muito da série. Tendo em conta o argumento complexissimo que é, acho que o ritmo lento da série só nos beneficia e penso que dará frutos, sempre ansioso por um novo episódio desta inteligente série.
    … Só que ja vamos no episódio 6 e tu nada António, tás a falhar lol…

    Cumps.

    • Quanto a Persons, já vi o final…gostei, mas não achei nada de extraordinário. Gostei mais do anterior.

      Rubicon, com um bocadinho (a favor) de atraso. Hoje recupero a série…ainda tenho do 4 ao 6 para ver. Mas terás recompensa nos comentários.

      • Sobre o fim achei genial, não tem nada a ver com o facto de não haver mais episódios e nunca vamos saber nada de nada, etc.. os últimos minutos em si foram muito, muito, muito bons, a banda sonora foi perfeita e tudo saiu bem naqueles últimos minutos. Isto não ‘compensa’ nem pouco mais ou menos a série razoavelmente satisfatória (para ser simpático) que foi, mas neste caso há que tirar o chapéu.
        Na minha opinião os finais de séries (independente de ter corrido bem ou mal) são para se pensar e não para se esquecer e aí Persons Unknown teve bem.

        Quanto a Rubicon, cá vou esperar 😛

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