Party Down – 2nd Season

[E sai uma dose de spoilers] Segunda temporada. Talvez a temporada da prova dos nove. Para ver como tudo sai, como a vida corre. É a temporada onde vemos uma série a crescer mais ou a descer, sendo a primeira temporada apenas fogo-de-vista. E, se isto ocorre em quase tudo, nas comédias é notório. A segunda temporada é, na minha humilde opinião, a mais difícil. Pois é o reciclar da ideia. Por isso sentia algum medo ao ver como Party Down se portaria na sua segunda temporada. Porque, vendo o estilo da série, era complicado ver para que lado se iria virar.

Party Down virou-se mais ou menos bem. Desceu de qualidade, mas demonstrou que a brilhante primeira temporada não era fogo-de-vista. Foi apenas fogo-de-artifício, um artifício de aumentar a série. Assim, ao chegar a esta segunda temporada, a verdadeira identidade da série revela-se completamente. E, claro, como quando os bebés crescem ficam com rugas, também Party Down se ressentiu um pouco com este crescimento.

O primeiro problema foi o de substituir a personagem de Jane Lynch, que tinha sido brilhantemente interpretada na primeira temporada e, para além disso, um ponto alto na série. O problema é também resolvido com uma rapariga, a mais experiente do grupo de catering também, que apesar de não ser a mesma coisa, é muito boa também. É diferente a personagem, visto que não é possível construir outra pérola igual. Mesmo assim vemos alguém fora da sua idade, com sonhos maiores e uma filha com um futuro de estrela, mas com um presente já de birras. Assim é possível construir boas narrativas, situações engraçadas, adicionando à especificidade que o grupo apresenta: terem todos um passado com o mundo da representação.

O segundo problema era ver como Ron viria a entrar na equipa. De novo um pseudo-problema. A saída de Ron é também muito bem aproveitada para por gente nova ao leme, mas deixando o barco de novo a vaguear ao sabor do vento, indo contra os calhaus que encontra. A série não larga a sua estupidez madura e, deixando Ron o estado de chefia, a personagem pode ainda ser mais aproveitada. Vejo não aqui um problema mas uma boa resolução.

Assim sendo, a série ficava com uma temporada de novo de excelentíssima qualidade. Mas faltou algo. Faltou um pouco de brilho. A comédia já não foi a mesma. Faltou o click que, por vezes, trazia a Party Down o melhor da série. Há comédia muito boa, mas não a brilhante da primeira temporada. Mesmo assim não há muitas razões de queixa. A série mantém uma imaginação terrivelmente hilariante, conseguindo construir festas para todas as ocasiões possíveis e imaginárias e com uma irreverência de se referir. Isso não falta.

Assim sendo, e apesar da falta de um pouco de brilho, Party Down tem uma segunda temporada regular, conseguindo aproveitar muito bem o elenco que tem pela frente e, de novo, dando motivos para dar de novo umas sérias gargalhadas. A sua partida é sentida, apesar de previsível. Mas deixará saudades. E, claro, deixará muitas festas com um estado enfadonho permanente. Não há equipa melhor para animar uma festa que a equipa que acompanhamos na série.

Último ponto: dá sempre para matar saudades da “Veronica Mars” ao ver episódios de Party Down. Um pormenor que dá ainda mais gosto de ver a série.

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