Notas da Semana – Summer Season 9

Desculpem de novo a demora, mas estive um tempos sem net (assim também se explica a desactualização do blog). Então aqui ficam os comentários aos episódios desta semana, tendo Rubicon um comentário mais longo como prometido. De resto, e se o wordpress não me tramar a vida, amanhã e depois haverão posts. Sem mais demoras…

Burn Notice (4.09) – A série faz muito bem no retorno de personagens. Este foi um episódio cheio desses. Os agentes do FBI, que são sempre de saudar, até ao Vaughn, que aparece agora mas podia continuar desaparecido, até um furacão que nunca teve na série, quase todos bons regressos para um caso interessante, mas pouco mais. E, claro, o arco que cada vez mais está “entranhado” nas mentiras de Michael e companhia…e o Jesse é que está a pagar toda a factura. Por agora, espero…

Hung (2.06) – Farto. Hung já não me diverte quase nada e neste episódio isso foi claro. A série continua muito parada, a bater nas mesmas teclas e sem sair nenhum som. Dito tudo isto fica feito o ultimato: se o próximo episódio não for “agradável” corto a série. Tenho muita coisa para ver…e Hung começa a não ser uma delas.

Persons Unknown (1.09) – Mais um episódio que a série demonstra falhas. Perunk tem umas regras de jogo esquisitas (organização omnipresente e omnipotente), o que faz com que a série perca logo seriedade no inicio. Para além disso as narrativas são demasiado sobrenaturais. Com estas regras esquisitas é difícil gostar verdadeiramente da série. Mas, diga-se em abono da verdade, a série já teve mais “double” do que estes últimos dois episódios tem dado. Quanto ao final…inesperadamente esperado.

Royal Pains (4.09) – A série consegue ter um ritmo bom, mas falta inovar. Foi mais um caso, foi mais Emily. Até fico a desejar que o Evan e o seu romance venha ao ecrã…não é mau o resto, mas isso é o novo.

Rubicon (1.03) – Perspectivas. É disso que falamos neste episódio. Na forma como vemos. No outro dia um dos produtores executivos, se a memória não me atraiçoai, de Treme dizia que na série o que importa eram as personagens e não New Orleans. Rubicon, sendo uma série confusa, no bom sentido, com linhas narrativas que ainda não tem o nó dado, pode ser visto de duas perspectivas. A primeira é ver que as personagens são o número 1 da série e a narrativa é um bónus. A segunda é trocar a ordem, mas as personagens tornarem-se, para além de um bónus, uma forma de fazer avançar a narrativa. Este é um dos episódios que as duas perspectivas saem a ganhar.

Comecemos pela primeira. Tendo as personagens em primeira lugar temos uns avanços e recuos. O primeiro é Will, que continua a conquistar terreno no seu passatempo, mas que vai-se transformando. A personagem demonstrava-se muito linear mas agora, quando misturado em zonas desconhecidas, como o contacto com o parceiro do seu antigo chefe, vejo uma mudança na personagem. Subtil, mas existe. A segunda é a rapariga “chiba”, que agora me esquece o nome. É a mais radical, visto estar sob stress por todos os poros do corpo. O surgimento do pai da criança (citando uma canção muito em voga que não vale nada) é mais uma pinga num copo que está preste a transbordar. Podiam ter aproveitado para fazer a relação com Will, pegando na narrativa que se iniciou no piloto. Mas percebe-se que este esteja mais preocupado com o puzzle que tem entre mãos e, por isso, seria demasiado este sob carregamento da personagem logo no inicio da série. De resto, e para acabar de falar de mudanças, tenho de falar da equipa. Cada vez mais coesa, principalmente a (bonita) única rapariga do grupo, que tem tido uma mudança radical. Ela diz que não é muito social mas é, talvez, a mais social do grupo em que está inserida e isso contribuiu para se inserir nesse mesmo. Para além de parecer ter perdido as tendências alcoólicas. Veremos.

Na segunda perspectiva temos o arco principal com umas perturbações. As perturbações são o caso que a “empresa” endereçou para Will e sua equipa. Acho interessante esta dualidade que a série consegue ter, permitindo crescer em dois locais, para além de apostar que este caso ainda vai ter alguma influência no arco principal. Pelo menos assim espero. Quanto ao arco, os avanços são interessantes. A série começa a largar a confusão, conseguindo imprimir um pouco de lógica, principalmente quando consegue dar pontos para nos orientarmos. Os números foram isso mesmo: uma bússola. Para além disso temos, pela primeira vez, uma cara por de trás da perseguição, o que dá outra consistência.

No fundo a série, ao dar-nos estes pontos de orientação, consegue tornar-se mais fácil. Continua confusa, não haja dúvidas, mas isso estará sempre. O que ela fez foi arrumar um pouco a casa. Por isso poder-se-ia considerar este episódio de transição. Não o foi. Foi um episódio que, arrumando a casa, colocou novos móveis. E, por tudo isto, fez com que fosse melhor do que o anterior. E, tal como já escrevi, deu para ver que Rubicon será grande. Desde que o deixem crescer e, claro, vejam com o olhar certo. Por vezes é só mudar de perspectiva para o mundo passar de cinzento para os tons do arco-íris.

Sherlock (1.02) – Inferior ao primeiro, Sherlock continua a demonstrar qualidades. Apesar disso faltam os diálogos brilhantes, que elevaram ainda mais a série no primeiro episódio, para além de um ritmo um bocado mais elevado, a série consegue ter um caso interessante, com um epílogo da mesma forma, adicionado a introdução de uma personagem feminina, que vem equilibrar as contas. No fundo Sherlock demonstrou, neste segundo piloto, que é uma série boa, a roçar o muito bom, e que divertirá. O mal é ter episódios de 1 hora e meia.

Sherlock (1.03) – Muito mais seguro que o segundo, a série demonstra de novo as qualidades que me fizeram gostar dela, ficando com o melhor episódio desta Summer Season. Primeiro os diálogos, que voltaram a ser muito bons. Depois as reviravoltas, que foram também muito bem conseguidas. Mas adicionado a isto tudo está o suspense e o “esconder-se a vista de toda a gente” que a série consegue fazer muito bem. Um caso que prende do início ao fim, tentando nós mesmo resolver o quebra-cabeças. E, para acabar em grande, um gancho final que deixa a desejar. Que venha o próximo (que já será da segunda temporada). Já agora, a uma hora e meia neste episódio contribuíram para que este fosse ainda maior. Desde que a série saiba aproveitar a “carga horária” que tem não me queixo.

The Good Guys (1.09) – Final de temporada de novo com um episódio muito bom. Nota-se que Matt Nix está à solta na escrita dos episódios e a série consegue ter, para além disso, um Dan Stark em grande…aquilo é cada par de armas que nem vos digo nem vos conto.

True Blood (3.08) – Inferior ao anterior, a série continua a bom ritmo. Este episódio foi muito “antípoda”, ou seja, com narrativas que se foram contradizendo à medida que foi avançando. Notório isso com o Bill e a Sookie. A série perde, assim, uma noção de realidade que precisa manter. Mas, mesmo com este aspecto, temos Eric em grande e, assim sendo, narrativas que compensam. Mas a série decresceu um pouco neste episódio…

White Collar (2.04) – Um bom episódio, muito devido à introdução de uma peça já familiar na narrativa. E, claro, deu para ver outro lado de Mozzie, o desconhecido careca de óculos.

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7 thoughts on “Notas da Semana – Summer Season 9

  1. Este Rubicon tem sido muito bom, como tu dizes pode ser muito grande. Acho que o argumento tem tudo para explodir nas nossas cabeças. Muito gente se queixa pelo ritmo lento e a confusão narrativa da série. Breaking Bad também segue de certa forma um ritmo lento e é o que é, sendo esta uma série de teorias e conspirações não se pode querer que consigamos perceber tudo o que se passa à volta de Will, confusa e misteriosa vai sempre ser (o que é bom).

    Persons Unknown, o mais ‘grave’ do episódio foi sabermos que afinal a cidade não é assim tão bem protegida.. 2 pessoas correm pelo meio de um pinhal e de reprente estão lá, parece mais irreal do que qualquer outra coisa… mas quem liga, o que realmente interessa é o que raio é o programa e para que serve, e estou curiosíssimo.

    De resto não vejo mais nada, mas muito muito curioso para ver Sherlock.

    Cumps.

    • Concordo contigo. O ritmo lento só contribuiu para as situações serem, posteriormente, mais lógicas e, da mesma forma, surpreendente. Já se sabe, ou pelo menos diz-se, que a lume brando a comida fica melhor.

      Quanto a Persons, também acho. Mas a série é mais um para divertir do que outra coisa…Sherlock é que tens de espreitar.

      Cumprz

  2. Não podia deixar de cá voltar, para falar de Sherlock.
    Uma magistral surpresa, não estava de todo à espera de uma qualidade monstruoso, um autentico regalo, 4h30 seguidas a ver esta série (chamem-me louco lol) mas a verdade é que não consegui parar, nem dei pelo tempo passar tal era o entretenimento.
    Casos fabulosos, personagens magnificas (o actor principal parece que nasceu para este papel), belíssima banda sonora, tudo foi perfeito (quase perfeito, o eps 2 não empolgou tanto como os outros, principalmente o 3º) nesta valente obra da BBC.
    Cá esperarei ansiosamente pela 2ª season 😀

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