Sherlock – Apresentação

Como não nos apaixonarmos pela personagem de Sr. Arthur Conan Doyle, o louco mas certo Sherlock Holmes? Acho que ninguém, no seu perfeito juízo, não gosta do Sherlock com o cachimbo na boca a resolver casos. A BBC decidiu fazer-nos as delícias ao adaptar a série aos nossos dias, demonstrando como seria o senhor de 221B Baker Street se vivesse nestes dias. E, sendo britânica, não era esperado falta de qualidade. Algo que se concretizou.

Qualidade é o que não falta à série. Temos bons actores, primeiramente. Depois temos uma história cativante, com um excelente começo. Para além disto, temos uma caracterização de Sherlock fantástica. Adicionado a tudo isto há a necessidade de pormenorizar a série, algo muito bem conseguido. E, por último, a adaptação aos tempos moderno, algo também genialmente conseguido.

Comecemos com esta última, que talvez fosse o mais problemático. Pois, fazer a adaptação não era problema, mas sim fazer uma boa adaptação. E pegar em alguém que fuma e comunicava por correio, transformando-o em alguém que manda SMS’s e utiliza técnicas de DNA era mais difícil, pois a personalidade não podia ser modificada bruscamente. Com todos estes problemas, talvez se via num barbicacho. Mas não. A série dá a volta, construindo uma personagem similar, mas com algumas diferenças. Nota-se a mesma base, mas depois os caminho são diferentes. Sherlock não é o detective antiquado, como Monk. É moderno, tem site próprio, utiliza telemóvel à fartura. É um homem moderno. Mas, para além de isto tudo, tem uma cabeça extraordinária. Segundo problema: Watson. O companheiro era outra personagem que precisa de encaixar num tempo que não é o dele. O drama da guerra torna interessante a personagem, a forma como perde a bengala ainda mais. E, claro, a ligação com Sherlock, que parece muito sintética, mas é logo natural.

Resolvido este problema, tínhamos a necessidade de a série resolver o problema dos pormenores. Acompanhando um homem tão complexo, tão atento aos pormenores, era necessário criar-se artifícios para o espectador o acompanhar. Outra coisa muito bem conseguida, com aquelas pequenas notas que vão aparecendo. Uma maneira simples, mas brilhante, de resolver um problema.

Tratado disto, faltava só uma coisa. Dar ritmo. E, com a mente por trás da série, o problema resolveu-se. Sherlock tem um ritmo impecável, tem boas narrativas, como se viu no primeiro caso, e mistérios misteriosos, algo que por vezes falta a uma série. Claro que, com isto tudo, Sherlock não teria problemas em ter um piloto muito bom, como se concretizou. Pois, em termos de representação, estamos em Inglaterra. Não que não haja maus actores, mas estes não vão parar a BBC.

Sherlock é uma série divertida, no fundo. Que prende no primeiro episódio, que nos faz pensar, que nos faz rir. E tem sotaque britânico. Uma excelente série para se acompanhar…por isso façam favor de seguir Dr. Watson ao som da sua bengala.

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