Emmys 2010 – Nomeados: A análise (Drama)

Sabem aqueles prémios dourados a dourado? Aquele prémio que parece ter asas mas não voa? Aquele prémio que não é pássaro, mas sim um anjo e, pela sua voz, quer conquistar metade da indústria televisiva? Sabem disso tudo? Então posso começar a dissecar os nomeados para a estatueta em forma de anjo com o mundo nas mãos. Ou seja, um anjo gordo… De referir que eu não sou nenhum expert na matéria, só dou a minha opinião. E muita gente vai ficar chateada. Ou melhor, iria se a lessem. Agora assim posso matar as séries que pouca gente conhece. Mas comecemos lá por ver quais as asneiras feitas este ano.

Já falei, no outro post, de The Pacific, que vai levar uma data de estatuetas para casa. E já expliquei por que acho que merece, pois concorre sozinha. E, sendo brilhante, nada a opor. Depois de The Pacific e Glee, em número de nomeações temos Mad Men. Comecemos então pela série da publicidade.

Com 14 nomeações, Mad Men é a cabeça de cartaz em termos de séries dramáticas. Consegue ter a sempre esperada nomeação a melhor série dramática. Como o ano transacto não comento, pois este verão vou pegar (pela terceira vez) na série. E aí sim, darei opinião. Seguindo as nomeações, temos Dexter e Breaking Bad com anos extraordinários e que merecem estar, visto serem a melhor coisa do ano transacto que me passou pelos olhos. Vencedor? Fica guardado para outra altura. Depois vem Lost, que aparece aqui, no meu ponto de vista, só porque foi o último ano da série. É um reconhecimento, pois esta não é claramente o melhor ano da série da ilha. The Good Wife também é daquelas que não é surpresa estar, mas também poderia não estar. A série é muito boa, mas acho que lhe falta, por vezes, mais consistência. Depois vem o disparate. Nomear True Blood para melhor drama é outro caso de ir na onda mediática. Não merece claramente a série, pois não teve um ano tão brilhante como isso. E vendo Damages riscado da lista, talvez substituída pela seguidora que se tornou The Good Wife, apesar de achar que Damages mereceria estar, ver Men of a Certain Age retirada pois, apesar de pouca gente a conhecer, merece estar muito mais que True Blood, ou até Friday Night Lights, que já merecia reconhecimento na categoria de drama, vê-se que True Blood não merece estar aqui, digam o que dizerem. The Good Wife aceita-se, Lost concorda-se, True Blood nenhuma das duas. Mas acho que o vencedor sairá de uma das três primeiras.

Passemos para a categoria onde, de novo, estou dividido. Melhor actor dramático. Então, já se sabia que Michael C. Hall estaria e Bryan Cranston também tinha lugar marcado. Fazendo de novo o tridente, Jon Hamm também não é surpresa. Estes três eram garantidos, fazendo outra vez o tridente em melhor série dramática. Depois vêm, no meu ponto de vista, os erros. Kyle Chandler merece claramente. Ponto final no que toca a este tema. Friday Night Lights é uma série muito maior que só o protagonista, mas o Kyle é grande dentro da grandiosidade da série. Hugh Laurie é aquele actor brilhante numa série cada vez mais sem brilho. Merece estar, pois carrega a série, e o episódio que submeteu a apreciação talvez lhe de algumas possibilidades (Broken), mas não tem série para ir por ai além. Por último, temos o Matthew Fox que, para mim, não merecia. Era o primeiro a riscar da lista. Ele é bom. Mas não é nada de brilhante. Dos que ficaram de fora, talvez entraria para o lugar do Jack o Peter Krause, que teve uma excelente temporada em Parenthood. Ray Romano é aquele que é preto…merecia, mas não o via nomeado, algo que também não se sucedeu. Mas pronto, a lista está mais ou menos certa…o MF mete-me um bocado de comichão, porque me parece ser pelo último ano de Lost e não pelo actor.

Quanto a melhor actriz de drama, temos a sempre batida e merecida Glenn Close e a January Jones. Julianna Margulies é a única com uma série novata, mas merece estar. Fez um papelão. Assim sendo, e com estas três vagas sem discussão, há a surpresa também de FNL, com a Connie Britton a conseguir nomeação. Tal como o “marido” é daquelas que merecia mas que eu não esperava nada. Mas está lá com mérito, que é o que interessa. Mariska Hargitay não falo, pois não vejo a série, o mesmo com a senhora de The Closer, Kyra Sedgwick. Mas, vendo a lista, acho que só podia entrar a Anna Gunn para o lugar da Mariska. Ou, pelo que li e vi na primeira temporada, a Katey Sagal. Mas essa também não posso prenunciar muito.

Passando para a parte dos actores secundários, temos Lost com duas nomeações, ambas justas. Terry O’Quinn e Michael Emerson merecem, pois não é por ser este o último ano de Lost que aqui estão, mas sim pelo trabalho fantástico. Depois temos Andre Braugher e o Aaron Paul, ambos actores com provas dadas e com um ano extraordinário. Merecem, principalmente o Andre, visto que Men of a Certain Age não aparece em mais nenhuma categoria de destaque. De resto, temos Martin Short de Damages, outro com mérito. Damages é uma série que, em termos de elenco, não tem problemas, e isso vê-se nos nomeados. Quanto a John Slattery, está na mesma situação que a malta de Mad Men: não posso falar. Mas posso falar da falta do John Noble, que merecia estar aqui devido ao ano. É aqui que sinto que Fringe podia ganhar uma nomeação. Fantástico ano do John…mas também é difícil no meio de tão grandes nomes. Talvez retiraria o Martin Short.

Falta a actriz secundária em drama, outra categoria com pouco a apontar. Aqui temos dois contingentes. Mad Men, que mete Christina Hendricks e Elisabeth Moss, algo que, de novo, não discuto, e The Good Wife, com a excelente Archie Panjabi e a Christine Baranski, que apesar de não tão brilhante, também esteve muito bem. Rose Byrne é muito merecida a nomeação e Sharon Gless foi a surpresa. Foi mesmo daquelas que não esperava, para além de não concordar. É boa, mas nada de brilhante. Mas também quem nomeia Glee…não admira. Para o lugar da Sharon havia muito coisa. A primeira era a Khandi Alexander, que esteve magnifica em Treme. Devem ter adormecido quando a viram. Lisa Edelstein também mereceria, ainda por cima no ano que esteve mais em foco. Admirado fiquei pela falta do contingente de Grey’s, mas é algo que também não comento. Mas acho que também era em demasia. E, para além disto tudo, temos a Jennifer Carpenter, que teve um bom ano em Dexter. Vendo tudo isto, para mim saltavam a Sharon e a Christine, entrando a Khandi e a Lisa. Acho que era mais equilibrado.

Dando um salto as categorias menos visíveis, mas que gosto de consultar, existem as aberturas. Em melhor música de créditos iniciais temos Justified, que tem uma abertura fantástica. Faltou Treme. Pois o resto, refiro Human Target, que está nomeada tanto na música como no desing. Restantes nomeados foram Nurse Jackie, Parks And Recreation e Warehouse 13.

De resto, em melhor design de créditos iniciais temos a já falada HT, que merece, temos The Pacific, que tem uma abertura extraordinária, e temos a surpresa do ano Bored To Death. Essa sim, tem uma abertura muito imaginativa e que é, talvez, o melhor da série. O resto da lista completa-se com Nurse Jackie, que também emparelha com a música, e Temple Grandin. Senti a falta de United States of Tara, mas acho que são boas escolhas.

Últimas notas:

  • As duas séries que, para mim, foram as melhores do ano (Breaking Bad e Dexter, como se percebeu) terem sido ambas nomeadas 7 vezes. Mereciam mais, mas mais vale ser-se grande em pouco que pequeno em muito.
  • Fringe só ter uma nomeação, para White Tulip em termos de som. A série teve um ano fantástico, mas reconheço que não era série para os prémios. Mas pelo menos o melhor actor secundário.
  • The Good Wife estar com 9 nomeações, sendo a série que estreou este ano em termos dramáticos mais reconhecida. E merece todos.
  • Modern Family levar 14 nomeações. Talvez um número exagerado, mas a maior parte delas é bem merecido. E temos de ver quem em actores secundários leva logo 5…
  • Lost, no seu último ano, conseguir arrecadar 12 nomeações. Outra que acho o número um pouco exagerado, mas um reconhecimento não fica mal.
  • Não referi actores convidados devido a falta de material para falar. Quando fizer o post com as minhas previsões, já mencionarei, nem que seja para colocar o Trinity.
  • O Conan O’Brien estar nomeado em melhor programa de variedades, musical ou comédia com o Tonight Show e o Jay Leno não aparecer. Dá um gozo tremendo…

E assim se finaliza a minha análise. Agora é esperar para ver quem ganha. Antes disso ainda trago as previsões sobre os vencedores…

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2 thoughts on “Emmys 2010 – Nomeados: A análise (Drama)

  1. Não entendi essa Antonio. Voce diz que não conhece o trabalho da Mariska é acha que ela deve dar lugar a Anna Gunn.Como fazer essa sugestão sem conhecimento do trabalho da Mariska.Eu que vejo SVU, Demages e The Closer acho que Mariska com sua fantástica Olívia Benson já devia , ao longo desses 11 anos, ter no mínimo, mais um EMMy.Ela merece.Nessa temporada, no episódio PC, o desempenho de Mariska nos últimos 5 minutos, já lhe valeriam um premio.Mas ela está concorrendo com “Pervertido”.O que existe de fato é muita ciumeira e ressentimento pelo fato de Mariska estar sempre sendo indicada. Para mim o que vale mesmo é a opinião de pessoas que entendem do assunto, ou seja, os membros da Academia.

    • O que o que eu digo é que, não conhecendo o trabalho da Mariska, visto não ver a série, acho que a melhor pessoa para substituir era a Anna. Eu não desprezo o trabalho da Mariska, nem por sombras. Nem que ela não mereça ser nomeada. Digo apenas que, não conhecendo, a actriz que achava que mereceria estar ali, se fosse pelas séries que eu viria, era a Anna. Nada mais.

      Quanto a opinião, esta é pessoal. E sim, vale o que vale. Por isso é que eu disse no início que alguns não iam gostar. Vivemos num mundo de gostos. E, se eu não concordar com os nomeados, critico. Como fiz no que toca a comédia…aqui foi unicamente um pormenor.

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