Doctor Who – 2nd Season

[Spoilers…não queriam mais nada. Agora apetece-me comentar com spoilers…] Isto de escrever reviews é algo complicado. Principalmente para alguém como eu, que gosta de fazer uma introdução toda pomposa para começar estas. Assim sendo, e hoje como estou um bocado de mau humor (não estou nada…é uma desculpa esfarrapada) vou começar logo a comentar a série. Para ver como sabe. Então vamos lá…

Nesta segunda temporada Doctor Who consegue mudar de actor principal. Christopher Eccleston abriu as hostilidades, mas este segundo ano ficou reservado para David Tennant. Para quem não veja DW deve pensar “WTF? Como isso é possível?”. Mas a série responde de uma forma natural, pois estamos num mundo de conto de fadas: é possível porque Doctor é um Time Lord (para que traduzir quando a expressão é tão bonita?). E os Time Lords conseguem. Ponto final. Tal como as galinhas põem ovos, os Time Lords rejuvenescem. Tomara metade de Portugal que por aí anda conseguir…a Lili Caneças, ao ver isto, deve ficar maluca. “Também quero, também quero” deve pensar ela. Mas deixemos a Lili consigo…voltemos as viagens temporais. Então, com a introdução do David a série ganha algo que Christopher não conseguia dar: ser mais divertida. DW tem um público vasto e umas pitadas de comédia haviam faltado à série. Assim sendo, e com o David no comando, com uma escrita muito mais subtil e cheio de mensagens subliminares, a série consegue atingir um novo nível de diversão.

Tendo isto como ponto ganho na temporada, a aposta em David demonstra-se algo ganho. Eccleston tinha cara de Doctor, mas era demasiado carrancudo. Se, no início da história, me contassem quem era Doctor eu, seguramente, imaginaria alguém mais semelhante ao David Tennant. Pois é alguém que consegue transparecer a maluqueira necessária dentro de uma cabeça brilhante, pois todos os homens brilhantes são malucos. E, para além disso, a forma como ele consegue estar sempre em grande, com um sorriso nos lábios mesmo quando tem um sol a aproximar-se, passando posteriormente para um registo dramático, é soberba.

Com tudo isto conquistado a série só podia ser melhor. E é. Claramente. Primeiro porque a Rose consegue adaptar-se rapidamente ao novo companheiro de viagem. Isto já era esperado, pois assim é permitido criar narrativas onde a confiança de Rose é uma certeza. Mas a forma como a série consegue fazer esta adaptação de forma realista é que demonstra a qualidade desta. Assim sendo, e de uma forma natural, Rose adapta-se automaticamente ao novo Doctor.

A partir daí a temporada começa a arrancar sem mais parar. Vai misturando conceitos, como as viagens entre universos, com casos interessantes, apesar de ter o ponto baixo no Love & Monsters que é, claramente, o pior episódio da série. Um dos problemas das séries que misturam um arco bem construído com casos é inovar nestes últimos. Este é claramente um tiro pela culatra, pois não conseguiu dar ritmo. Foi um episódio desinteressante, sem ritmo, estando eu a desejar pelo final deste. E poucas vezes Doctor me fez sentir assim.

Mas, fora este, os casos conseguem ter interesse, para além de nos dar o arco da Torchwood que, tal como o Bad Wolf, aparece por vezes nos episódios para causar surpresa. Para além disso, o surgimento dos The Daleks, adicionado ao dos the Cybermen na Season Finale é algo que vem inovar a série. De referir que parece que Doctor não tem problemas nas Season’s Finales, conseguindo construir o arco desta brilhantemente. E este é exemplo, ao apresentar-nos os Cybermen anteriormente e aproveitando para depois utilizar. Assim, e com estas relações, a série consegue ganhar outra amplitude.

Pontos fracos? Existem alguns. Para além do mencionado Love & Monsters, temos o regresso sebastianista dos Daleks, que parecem que nunca irão morrer. Esperemos que a série consiga viver sem o principal vilão do Doctor, pois estes renascimentos começam a ser demasiados. Outros pontos? Talvez alguns casos que parecem mal aproveitados. Este sentimento acontece às vezes mas é tão poucas vezes que desaparece rapidamente da memória. E pouco mais há a criticar em Doctor.

Claro que, para acabar, tenho de dar umas linhas ao desaparecimento da Rose. A personagem foi nos acompanhando desde o início e acho que, como todos os fãs, não foi uma partida desejada. Mesmo assim Doctor tem de se renovar e a companheira de viagem é um ponto onde isto pode acontecer. Rose parte e deixa saudades, a toda a gente, como se viu na despedida sentida de Doctor a sua menina e com as repercussões que vieram na terceira temporada. Mas acho que Rose cumpriu o seu trabalho, deixando um legado difícil de preencher. E, claro, viveram felizes para sempre…

Concluindo, Doctor tem uma temporada muito mais consistente que a primeira. Consegue ter os alicerces desta para além encontrar novas características que vem melhorar a série. É muito bom ver a série assim…que continue.

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