White Collar – 1st Season

Já diz o ditado: quem não tem cão caça com gato. E claro que gato escaldado de água fria tem medo…por isso é melhor não caçar com gato em água fria. Não sabem nadar.

Assim se podia apresentar a série que eu tento comentar. “Como?” – perguntam vocês. Sim, assim mesmo. Neal Caffrey é o gato a tentar aprender a nadar. Após um tempo na prisão, devido as suas acções ilícitas, como forjar obras de arte, qualquer que seja a arte, o nosso chapeleiro consegue sair. O amor é algo forte, e uma gata cá fora espera. Kate, a eterna amada, encontra-se em perigo. Cavalheiro de requinte sai da prisão da vida para ir salvar a sua princesa. O pior é que o gato Neal tem um cão chamado Peter.

Peter é o agente do FBI que consegui enclausurar o dito falsificador. É o antípoda de Neal. Mas nota naquela fuga uma brecha no muro existente entre policias e ladrões. O gato e o cão juntam-se, cada um com os seus métodos, mas no fundo a junção dos antípodas que torna o mundo certo. A junção de duas personagens tão díspares torna a série divertida, conseguem prender-nos logo. É uma dupla boa, apesar de não ter o carisma da tripla de Burn Notice.

As comparações com a outra série da USA são inevitáveis. Isto porque ambas têm o mesmo espectro narrativo, conseguem ter bons casos com um bom arco. Mesmo assim, e começando pelos protagonistas, temos Neal a roubar a tela e o resto são auxiliares, algo que em Burn não acontece, visto que a equipa é tão coesa que não sobreviveriam uns sem os outros (apesar de, claro, o Michael ser o grande…e ser grande), o que torna a última bem mais imprevisível. Para além disso, o tema de White é bastante menos apelativo que Burn. Interessa-vos mais ver uma série onde as armas não surjam, onde tudo é resolvido com mestria, ou outra onde as explosões são frequentes, onde tudo está armado até aos dentes e, mesmo assim, tudo é resolvido com mestria? White Collar tem este problema, algo que Burn Notice não tem. Mas, mesmo assim, a série consegue safar-se bem.

Pois, para além do arco, que consegue prender boa gente, os casos conseguem ser interessantes. Numa confusão por vezes instalada, a série consegue arranjar sempre um click e resolver tudo. Limpinho. A acção está lá presente pelas situações em que Neal se mete, sempre com Peter a guarda-lo. E, claro, para apimentar isto tudo, as duas personagens secundárias dão ainda um cheirinho à série.

Mozzie é genial, de cima a baixo. O baixo homem de óculos é o gatinho amigo de Neal, aquele que salta telhados por ele. É um génio, um ajudante a sério, o homem por de trás das sombras. Depois temos a cadelinha Elizabeth, a companheira de Peter, que o ajuda em tudo. É aquela que mantém a cabeça da série, sendo racional quando o ser humano o é e histérica quando as mulheres o são. É o pêndulo da série, as emoções da série são transmitidas por ela.

Assim, e para além disto, o arco de Kate é algo que consegue ser bom. De novo ao estilo Burn Notice, vão-nos dando peças para o puzzle no início e fim do episódio, permitindo que o restante tempo seja ocupado por casos. E, claro, tem um bom final de temporada, de prender qualquer um.

Assim, e apesar de se movimentar em mundos negros da falsificação, algo que poderia ficar um bocado cansativo, visto o cuidado que é necessário ter para andar nesses mundos, a série consegue ser interessante. Tem acção, tem bons casos e tem cães e gatos. Com o cão a tentar ensinar o gato a nadar…é só bater as patas.

Anúncios

6 thoughts on “White Collar – 1st Season

  1. Pena é ter pouco tempo disponivel para ver séries, pois esta seria certamente uma a seguir, apenas tive a possibilidade de acompanhar episódios esporádicos, mas depois de Tru Calling, Chuck, White Collar cai-lhe muito bem.

  2. Desde o seu início, White Collar revelou-se uma série light, interessante e diferente. Para já, procedurals deste género são os melhores (os que envolvem mestria e intelência, como referes). Mais ainda, a história secundária fortalece as personagens ao logo da primeira temporada e nota-se uma mudança desta, no fim. É uma série coesa que eu, decerto, acompanhar. Matt Bomer é um protagonista excepcional tendo revelado o seu potencial em Traveler.

  3. Novamente, muito boa análise e resumo do que é a série 🙂

    Mas, e a respeito do que já discutimos, isto que disseste, como agora deves imaginar, não podia fazer menos sentido para mim:” Interessa-vos mais ver uma série onde as armas não surjam, onde tudo é resolvido com mestria, ou outra onde as explosões são frequentes, onde tudo está armado até aos dentes e, mesmo assim, tudo é resolvido com mestria? White Collar tem este problema, algo que Burn Notice não tem.”
    Tanto que não vejo Burn Notice e vejo White Collar eheh
    E depois ainda dizes que o Michael, do BN, é grande… cof cof, muita tosse!
    não deve chegar aos calcanhares do Matt Boomer xD

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s