Royal Pains – 1st Season

Um mosquito sobrevoa o mundo, batendo as suas asas. Os mosquitos são apaixonados pela luz. Lâmpadas é o sol deles, numa invenção que fez com que o sol já não nasça para todos. O sol põe-se para alguns. O resto vive preso a luz artificial. Por isso é que a areia torna-se um aperitivo para os mosquitos. É a natureza a expor o sol para o mundo, deixando-nos o sol terreno. Praias cheias de mosquitos…alguns deles requintados.

Vestidos com fatos, morando em castelos. Os mosquitos esquisitos desta vida, que vivem em praias privadas. Com eles vivem humanos que, como todos os seres humanos, não tem uma apegação aos mosquitos por aí além. Representam a doença, o mal que afecta todos. Pois se para os mosquitos o sol não se põe para todos, para os humanos põem e levanta-se para todos. E com cada sol vêm um mal novo.

Royal Pains vem tratar dos males dos mosquitos das praias. Desculpem…das pessoas que fogem dos mosquitos. Com Hank como chefe de fila, o piloto dá-nos aquilo que uma série nos sabe dar tão bem: pessoas que conseguem acertar o relógio com o do destino e, assim, estar no local certo à hora certa. Assim, e após ter sido despedido de um hospital nova-iorquino, após passar por uma apatia tremenda, os Hamptons tornaram-se o paraíso. Os ricos também têm doenças, talvez mais que os pobres. Pois, para um rico, uma gripe é acto do diabo, e o diabo veste Prada…

Assim, e após a coincidência inicial (algumas séries fica-me entalado essas coincidências…Royal Pains não é o caso), a série arranca. Com a carraça Evan, que parece ter ganho o emprego só por ter levado Dr. Lawson para a costa dos ricos (e tratar das costas dos ricos…), e com a simpática Divya, a equipa médica torna-se um House MD rico. Casos esquisitos, diversão garantida e, claro, dois arcos principais.

O primeiro é de Hank e Jill, uma parelha médica no avança recua constante. A administradora do hospital da terriola que enfrenta as dificuldades financeiras e, claro, a fuga de pacientes do estabelecimento. O dinheiro é poder, e o poder trás Hank a casa. Mesmo assim, a forma como se encontram, mostrando um lado de Hank que parecia perdido na confusão da casa que deixou na cidade que nunca dorme: o lado humano. Consegue tratar dos ricos para poder curar os pobres…

O segundo é o problema de Boris. A personagem que surge como hospitaleiro vai demonstrando uma faceta oculta, dando um enigma a Hank para resolver. Na primeira temporada o caso é meramente apresentado, dando um cheirinho do que poderia ser, sendo principalmente enigmático a personagem (ex: o tanque do tubarão). Assim, a primeira temporada suporta-se unicamente no caso Jink (gostaram?) e na descoberta das personagens. Que, fora Boris, Hank é uma linha recta e Evan nem linha é. Resta Divya, a mais desconhecida, mas que é bem aproveitada a criar, mas tem pouco sumo na laranja, e Jill, que é uma caixinha de surpresas, mas com volume muito pequeno.

Apesar disto tudo a série consegue divertir, que no fundo é o que interessa, e relaxa as pessoas. Ver gente rica sentado sobre uma praia, a brincar com aviões telecomandáveis sobre praias com poucos mosquitos é sempre bom para fugir para um país onde os mosquitos aparecem em cada esquina…nas praias são poucos, mas a vida está cheia deles. Vida de rico, aqui vou eu…

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4 thoughts on “Royal Pains – 1st Season

  1. Quem não gostaria de ter uma vida de rico, nos Hamptons?

    Sinceramente, eu apanhei, pela primeira vez, esta série no SET fiquei curioso para ver o que era. Vi e gostei até porque tenho uma paixão por série médicas.

    A primeira temporada foi estável, foi boa, foi interessante. Ficou bem vista, em mim. E agora temos a segunda temporada… A continuação desta primeira. E vinda do USA não espero senão qualidade!

  2. Um texto, assim como a série, divertido 🙂
    Parabéns, mais uma vez mostras saber adequar cada texto a cada caso (ou série :p) e transmitir bem os pontos principais …

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