Big Love – 2nd Season

Os jogos de poder sempre foram algo que as séries, quando exploram, ficam a ganhar. Ou melhor, se a série conseguir utilizar estes para colocar as personagens em situações complicadas, estas são sempre bem-vindos. Pois os jogos de poder permitem que tenhamos dois afixos num plano complexo e, assim, dividir as atenções. É isso que esta temporada de Big Love retrata. A divisão de atenções provenientes dos jogos de poder. Pois não só no mundo de negócios estes jogos ocorrem.

Até dentro das famílias. Esta segunda temporada de Big Love tira proveito das situações criadas anteriormente, tem um ritmo mais elevado e dá-nos a conhecer novos mundos dentro do mundo da poligamia. Se, na primeira temporada, focamo-nos essencialmente no conhecer das personagens, agora que entramos nelas é possível perceber como funciona melhor o mundo da comunidade.

A primeira comunidade é a tripla casa de Bill, e todos os problemas por lá. O segredo vai-se estendendo, como um polvo que cresce e, assim, consegue chegar a novos lados. Após a bomba final, agora é tempo de tentar desarmar em tempo record e, claro, ver as impressões digitais nesta. Mas, e para além disso, temos os problemas relacionais entre as mulheres, temos uma nova faceta da Margene, de que eu gosto cada vez mais, para além da complexidade de Nicki a aumentar, com os seus vícios e a sua situação família complicada, e a Barb, que tem umas variações esquisitas. Bill, o compadre, tem de controlar isto tudo. Assim consigo perceber a dureza do sacerdote da família, mas por vezes acho que é demasiado rude.

Mas também temos de perceber a pressão que Bill está. Tem de jogar as escondidas com o grupo onde está metido, tem de jogar a escondidas com quase todo o mundo, tanto em negócios como em família. É um autêntico jogo das escondidas e, apesar de Bill saber jogar, por vezes deixa a cauda de fora. Assim, e com Roman no seu encalço, e posteriormente o seu filho, os jogos de poder tornam-se essenciais.

Pois são estes que mantém a tona a empresa. Aqui a temporada ganha à anterior, pois tem mais ritmo. Depois os problemas dos filhos, principalmente dos mais velhos, que tanto divergem ou aproximam-se da religião, as dúvidas de Barb na religião e as certezas de Nicki, que nem quer ser agradada, para além dos jogos sobre os jogos entre Roman e o filho, e todas as jogadas maquiavélicas, elevam o drama. Uma boa temporada, melhor que a primeira, que conquista no primeiro momento e vai aumentando de tensão. E com um final que deixa água na boca para a próxima temporada…que venha ela, pois estou apaixonado pelo amor.

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2 thoughts on “Big Love – 2nd Season

  1. Ja me aconselharam vivamente esta série, mas ta na lista de espera, talvez nas férias não sei bem quais e quando pegue nela.

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