Royal Pains – Apresentação

Primeiro, explicar o porquê de fazer este post. Com o início do blog e a consequente escrita de reviews surgiu uma preocupação: como comentar uma série quando, no fundo, a review de primeira temporada funciona como uma apresentação? Assim, e como se viu em Big Love, tentei fazer um post sem spoilers, dando uma noção do que é a temporada mas, ao mesmo tempo, apresentando a série. O problema que senti foi a falta de conteúdo do texto. Não podia referir momentos da temporada, desenvolver histórias e dissecar estas. Assim, e para resolver este problema, surge esta nova rubrica. A apresentação das séries. Vai ser como um incentivo para as pessoas que me lêem, um conselho. Uma distribuição dos pontos positivos e negativos. A partir daí, e depois desta, surgirão então as reviews de temporada. De referir que nem todas as séries vão ter apresentação. Um exemplo disso é Lost. Como só comentarei a sexta temporada, a apresentação tornar-se desnecessária. Royal Pains, neste caso, como ainda vai ter a review da primeira temporada a sair, tem. Por último, e para explicar mais uns pormenores, esta ideia também surgiu para manter o blog minimamente actualizado no início da Fall Season, com as apresentações dos pilotos. De referir ainda que não é por uma série ter apresentação que terá review de temporada. Isso dependerá do rendimento desta durante a temporada, e se “largo” ou não esta. Sem mais demoras, porque isto já demorou um pouco, aqui fica a apresentação da série da USA.

Quem já não cometeu erros? Daqueles pequenos, meros que se comparam a formigas que andam, mas que se tornam elefantes (e a metáfora deveria envolver ratos…). A diferença entre os seres humanos não se encontra no cometer erros ou não. Isso todos o fazemos. Está na forma como os ultrapassamos. Royal Pains começa por mostrar-nos que todos os erros podem ser ultrapassados. Mesmo aqueles de deixar a barba a crescer. Pois, se a barba cresce, é para ficar rija.

Hank é um médico de uma clínica nova-iorquina que comete um erro. O que os americanos gostam de chamar um erro de “julgamento”. O coração do médico, e talvez uma coisa chamada juramento de Hipócrates, leva-o a salvar um “mendigo”, deixando ao abandono um “ricaço”, que pensava que estaria salvo de perigo. É um erro crasso. Assim, e depois de despedido, a barba cresce, a casa desfaz-se. É irónico ver o estado do ser humano quando se deprime: deixa crescer tudo em cada sítio. Pelos na cara, pacotes de leite no chão. Mas, mesmo que valha pouco, existe sempre alguém que diz não. Evan lá salva o rapaz da desgraça peluda, da floresta confusa da casa, e leva-o para Hamptons.

Aí, onde a vida é luxuosa, onde tudo brilha de modo diferente, o sol passou a brilhar de modo diferente para Hank. Descobre a sua nova aventura: curar os ricos, tratar os pobres. Curar porque cobra, tratar porque o faz de barato. Para juntar a isto tudo, temos a companheira Divya e a outra companheira, Jill. A primeira de trabalho, a segunda de outro tipo de trabalho, mais caseiro. Não que Divya não ajude no trabalho caseiro…só que esta é na casa dos outros. Jill é mais no castelo ganho por Hank, após um contracto com Boris, um dos ricaços da zona. Assim, Hank vê-se num novo mundo, onde tudo reluz mas, como as doenças não são esquisitas, também atacam. Os guinchos de dor é que são acompanhados pelo tilintar do ouro. Mais nada.

A série vem numa onda da USA, de fazer séries que consigam prender tanto do lado de uma temporada como num episódio. Burn Notice foi, é e deverá ser a galinha dos ovos de ouro, mas Royal Pains é uma série veranista, leve. Tem boas narrativas. Os actores, apesar de não ser brilhantes, pois nenhum rouba a tela, conseguem satisfazer as necessidades. E, depois, consegue construir um excelente arco. É um produto para quem, como eu, quer divertir-se no verão. E tem quase tudo incluído…mas isso fica para a review de temporada.

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4 thoughts on “Royal Pains – Apresentação

  1. Eu gosto desta série pelo facto de ser muito mais light do que qualquer outra série médica, e depois juntar um local cheio de praia e casarões de gente rica permite uma diversidade de espaços que não se repetem tanto como os corredores de um hospital. Depois tem pequenos arcos que nos acompanham ao longo da série que envolvem os três protagonistas e uma série de secundários. Não é definitivamente um elenco brilhante, mas é um elenco competente com doses bem medidas de comédia e drama. Uma série bem disposta e que não desilude ninguém.

    • Isso é o que torna a série interessante. O aspecto de dar um novo olhar sobre a medicina dos ricos. E, para nos apaparicar, juntam pequenos arcos. Assim Royal Pains torna-se uma escolha garantida no verão.

      Cumprz

  2. Mas não é só por isso… Aquelas belas imagens dos Hamptons, aquele mar imenso, aquela frescura tornam-se nos pontos altos da série e os quais a fazem perfeita para o Verão, como referiste.

    É uma daquelas séries médicas que me dá gozo ver sem ter aquele ambiente cinzento (o House está cada vez mais a mostrar sinais de desgaste, não o vendo com tanta expectativa como via antes), soturno, dramático.

    O USA consegue combinar bem os ingredientes para nos dar uma série bastante interessante (tenho me sentido bastante atraído pelas séries do USA, este ano).

    É a aposta perfeita, sem dúvida!

    • Eu, pessoalmente, gosto mais de House. É mais dramática, apesar do desgaste que 6 anos fazem. A USA é uma emissora descontraída, muito virada para séries fáceis de ver e divertidas. Por alguma razão é a melhor emissora da cabo.

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